jan 03 2018

A vida em pixels: a TV de tubo ainda compensa?

  • Tenho visto várias pessoas que possuem videogames antigos e costumam utilizar seus consoles em TVs de LCD / LED e afins, e quando pergunto porque não usam uma TV de tubo a resposta é quase unânime: -“Ocupa muito espaço”.

Mas e se espaço não for problema, vem outras questões:

  • Vale o preço que cobram?
  • Será que o tubo pode morrer logo?
  • Dá pra ter nitidez em uma TV comum?
  • É verdade que 240p* ainda é melhor no tubo?

Nesse post pretendo responder a essas questões e mostrar algumas formas de se obter a melhor qualidade de imagem… Mas enfim, ainda está valendo a pena partir para o saudoso CRT** para a jogatina retrô?

(* 240p – É a resolução padrão dos videogames da época, sendo 240 linhas progressivas)
(** CRT – cathode ray tube – Tubo de Raios Catódicos)

Vale o preço que cobram?

Linda, mas precisa de 2 a 3 pessoas para tirar do lugar.

Se o objetivo for utilizar uma TV convencional, que tenha entradas s-video ou vídeo componente, sem dúvida é possível encontrar verdadeiras pechinchas por aí a fora. Devido ao tamanho, é mais fácil encontrar televisores de 29″ ou até maiores por um custo mais atraente, já que muita gente quer se livrar destes “trambolhos” e ganhar espaço, ao contrário dos televisores de 21″ ou menores, pois os televisores pequenos acabam por ainda serem preferidos para se manter nos quartos de crianças, varanda, cozinha etc.

Até a escrita desse post, era possível encontrar bons televisores de 29″ em ótimo estado entre R$ 80,00 a R$ 200,00. Obviamente existem alguns televisores que são tidos como o supra sumo da qualidade e quem tem não vende ou pedem valores mais altos, caso da série Sony WEGA / Trinitron, mas que apesar da qualidade desses modelos, eles tem o inconveniente de serem bem pesados, o que às vezes até impossibilita o transporte por carros menores e é quase impossível de ser carregado por uma pessoa (tente pegar uma TV WEGA de 34″ para entender).

Se espaço ainda for problema, pode ser interessante pegar uma TV de 21″ slim, mas o preço será praticamente o mesmo das de 29 polegadas.

Será que o tubo pode morrer logo?

Realmente, antes de comprar uma TV de tubo é preciso observar bem para não levar gato por lebre, pois eu mesmo já caí no conto de vendedor dizendo “a TV está perfeita, nunca deu problema”, e em pouco tempo foi possível perceber um tubo cansado e desfocado a ponto de não adiantar forçar pois o equipamento já estava no seu limite.

É fato que vivemos em uma era do ápice da obsolescência programada, então vale alguns conselhos importantes antes de adquirir um CRT:

  • Faça o possível para priorizar marcas como Sony, Toshiba, Sharp, Philips e Mitsubishi, que costumavam fazer TVs com tubos mais confiáveis. Evite Gradiente, Cineral, Philco, CCE e outras desconhecidas.
  • Se tiver espaço, pegue TVs CRT comuns ou planas e evite os modelos slim, super slim e similares, pois apesar de serem tubos que oferecem uma imagem plana com boa qualidade, percebe-se que a incidência de problemas é maior nesses modelos e sua vida útil é mais curta. Reza a lenda que os tubos reduzidos (slim) não tiveram tanto tempo de mercado a ponto de serem totalmente aperfeiçoados para apresentarem a mesma durabilidade de tubos comuns.

    Esse é o canivete suíço para testar o desejado 240p

  • Vá até o local onde está a TV e leve um console que rode a 240p (Mega Drive, SNES, Playstation, Dreamcast e afins), baixe o 240p test suite para seu console (grave em um flashcard ou CD) e execute alguns testes. Se tiver qualquer tipo de embaçamento além do normal (se estiver usando vídeo composto) ou se não estiver nítido (se usar s-video ou vídeo componente), não compre.
  • Veja a regulagem de brilho, quando você deixar no padrão a imagem deve ficar estável e suave. Se na configuração padrão estiver escuro e você tiver que subir muito o brilho, suspeite. Talvez uma regulagem no flyback possa resolver, mas você vai arriscar a sorte?

Aproveitando a avaliação, também leve em consideração alguns fatores referentes a qualidade de imagem:

Essa é a traseira de uma TV CRT HD. Saudade de quando os fabricantes não economizavam nas entradas.

  • Não abra mão da TV ter ao menos uma entrada vídeo componente, se tiver também entrada s-vídeo é uma boa pedida.
  • TVs de tubo que forem HD Ready ou EDTV podem ser legais se você for utilizar algum console que gere imagens em progressive scan, caso do Dreamcast, Xbox original, Gamecube ( o cabo dele é raro e caro!), PS2 e Wii. Muitas das CRT HD Ready não geram scanlines nas imagens em 240p e isso pode incomodar os puristas, mas se este não for seu caso, compre e seja feliz! (Clique aqui e entenda mais sobre  que é scanline).
  • Televisores CRT widescreen são bonitos, mas os consoles 8 e 16 bits não possuem títulos que usem essa proporção e os consoles de 32 bits tem poucos jogos com essa opção. Pode ser interessante para consoles como o Xbox original, PS2 e Wii, que possuem uma galeria maior de jogos widescreen.

Dá pra ter nitidez em uma TV comum?

Primeiramente, preciso esclarecer o que quero dizer com “TV comum”. É simplesmente uma TV que não é HD, não é EDTV, nem é um monitor do tipo Sony PVM (o ápice da imagem em CRT). É o tipo de televisor que a maioria dos brasileiros tinham em casa.

Temos à disposição várias formas de se conseguir uma ótima imagem em televisores de tubo, algumas são fáceis e práticas, outras são complexas e até arriscadas, e por fim  há soluções excelentes mas que exigem um certo grau de investimento. Pode-se dizer que para obter o resultado final que irei apresentar até o final desse post, misturei um pouco de cada vertente.

Na ordem de qualidade e evolução, explicando de forma simplificada, as TVs podem ter as seguintes entradas:

  1. RF: Radio Frequência – Os sinais de áudio e vídeo (iluminação e cor) passam por uma única via.
  2. Vídeo composto: O vídeo é enviado por uma única via com toda a informação de vídeo. O áudio é separado e enviado em outro cabo.
  3. S-vídeo: O vídeo segue por duas vias em um único cabo, enviando a luma (iluminação) e chroma (cor) em canais separados.
  4. Vídeo componente: Nessa conexão são usados três cabos, enviando o sincronismo em conjunto com a luma (cabo verde), e os outros dois cabos enviam as cores vermelho e azul, subtraindo a luma. Como o vídeo tem a informação de iluminação com precisão e as cores vermelho e azul, o resto da informação ele preenche com a cor verde.
  5. SCART: Essa conexão utiliza 4 vias para o vídeo, sendo transmitidos as cores vermelho, verde, azul e sincronismo. O SCART é o cabo utilizado comumente para esse tipo de transmissão de vídeo, sendo existente os padrões europeu e japonês, que apesar de externamente semelhantes, são totalmente incompatíveis. Infelizmente esse tipo de conexão não chegou ao Brasil, na verdade nem nos Estados Unidos ela foi utilizada (e até os americanos tem inveja disso!). Obs.: Esse cabo também transporta áudio, luma e chroma (s-video) e vídeo composto, portanto, nem todo cabo SCART e nem todo aparelho que tem uma conexão SCART usa o sinal RGB.

Dentre as formas de se obter a melhor imagem de televisores comuns para videogames retrô, descrevo abaixo algumas das que conheço e já testei.

Conexões nativas dos consoles

Esta é a solução direta, é só ligar e jogar. Apesar de não serem todos os consoles que possuem saídas s-video e vídeo componente, elas tem grandes vantagens em relação ao tenebroso sinal de RF e ao razoável sinal do vídeo composto. Alguns consoles também são capazes de serem ligados usando o cabo SCART, mas infelizmente como explicado anteriormente, nós não podemos utilizar esse tipo de conexão sem o emprego de conversores ou modificações na TV.

Veja abaixo uma lista das melhores saídas de vídeo dos consoles que podem ser ligados diretamente em uma televisão comum de tubo, sem progressive scan e sem necessitar de qualquer alteração no vídeogame:

  • Mega Drive: SCART.
  • Super Nintendo: S-video / SCART.
  • Nintendo 64: S-video.
  • Saturn: S-video / SCART.
  • Dreamcast: S-video / SCART.
  • Gamecube: S-video. Obs.: O cabo vídeo componente para o GC é raro de encontrar e só funciona em algumas versões do aparelho. A Nintendo não colocou todos os componentes dentro do console para gerar o sinal, onde o restante dos componentes necessários estão no cabo original da própria Nintendo.
  • Playstation: S-video / SCART.
  • Playstation 2: Vídeo componente / SCART.
  • Xbox original: Vídeo componente / SCART.
  • Wii: Vídeo componente. O SCART só encontrado no Wii Europeu.

Modificar os consoles

Com algumas alterações internas nos consoles abaixo é possível obter as seguintes saídas:

Coragem: modificar sua TV

Se você tiver experiência em eletrônica e sua TV não tiver entrada vídeo componente, ou fizer questão de ter uma entrada RGB pura, é possível efetuar modificações que acessam diretamente o processador da TV (Jungle IC) que exibe o OSD (On Screen Display – imagens de configuração, canais, som etc), e injetar o sinal RGB diretamente nesse ponto.

Nesse esquema inseri o RGB ligado no Jungle IC e o CSYNC ligado na entrada de vídeo composto. Era uma TV 21″ Sharp C2053.

A porta VGA RGB em 15Khz ficou ao lado esquerdo da TV.
Para o teste foi ligado um Mega Drive com saída VGA utilizando sincronismo composto.

O resultado final ficou ótimo e a TV ganhou vida nova com a qualidade apresentada, pois antes só era possível utilizar vídeo composto.

Perceba que o texto é muito nítido sem brilho excessivo.

Há casos onde a TV não tem pontos RGB intermediários, por exemplo, eu tinha uma TV LG 29″ Slim que trabalhava internamente o OSD em YPbPr (vídeo componente), então para isso acessei o RGB na neckboard, que é a placa ligada diretamente ao tubo. Isso infelizmente removia completamente o controle de brilho e ajuste de cores, então para isso forcei o brilho via flyback e fiz uma placa para dar o mínimo de regulagem para os canais RGB em separado. Não me preocupei se daria certo pois essa TV já apresentava sinais de tubo cansado devido a falta de nitidez e pouco brilho, o qual a imagem só aparecia direito se colocasse o flyback ao máximo. Essa TV foi um dos motivos que me fez ter vontade de escrever esse post.

Placa no mínimo mal feita, diga-se de passagem.
Se tornou o “provisório definitivo”.

Aquele buraco ao lado direito era para regular o brilho do flyback e o buraco da esquerda foi um belo “erro de projeto” ao tentar colocar a porta VGA.

Mesmo depois de todo esforço, o tubo cansado não era capaz ainda de entregar uma imagem nítida igual a TV Sharp, mesmo sendo mais antiga e tecnicamente inferior.

Após muitos ajustes a imagem ficou boa, mas um pouco acinzentada devido a impossibilidade de efetuar uma regulagem precisa nos canais de cor.

Ao empregar essa técnica temos duas alternativas, podemos fazer uma entrada VGA 15Khz (útil também para micros retrô) que não é compatível com o VGA dos PCs (que usam 31Khz de frequência horizontal), ou colocar uma entrada SCART, o que pouparia a modificação em vários consoles.

No meu caso, como não me considero um colecionador purista, preferi cometer o sacrilégio de alterar todos os consoles para ter saída VGA 15 Khz e poupar o preço absurdo que andam cobrando pelos cabos SCART e switches SCART.

Não me importo em alterar os consoles, pois praticamente todos vieram de restaurações o qual seriam praticamente jogados no lixo se eu não tivesse pego.

No caso do Nintendo 64 é necessário utilizar um circuito para amplificar os sinais RGB.

Em todos os casos optei por utilizar o sincronismo composto puro que saía de cada circuito ao invés de usar a saída de vídeo composto como sincronia. As imagens ficaram ótimas mas infelizmente a TV que eu tinha no momento já dava pra perceber que estava em “fim de carreira”.

Conversor RGB para Vídeo Componente

Fui procurar alguns conversores, achei inúmeros para converter SCART / RGB para HDMI, mas vi em vários reviews gringos que infelizmente os mais baratos pegam o cabo SCART com conexão de vídeo composto e fazem o upscaling para 1080p, o que fica horrível.

Existem outros conversores que tratam a saída em 240p como se fosse 480i, causando artefatos de entrelaçamento que considero intoleráveis. Os melhores conversores RGB para alta definição custam um rim e fogem do orçamento da maioria dos saudosistas (me incluo nisso).

Todas essas observações foram uma mera curiosidade da minha parte, pois a intenção não era ligar os consoles em TVs de alta definição, e sim em uma TV com um bom e velho tubo de raios catódicos.

Quando fui procurar por conversores RGB para vídeo componente, além de raros, quando não custam o rim pode-se aceitar o fígado como parte do pagamento.

Então eis que fiquei sabendo de um rapaz brasileiro que há tempos desenvolve conversores de arcade para vídeo composto, s-video e afins, então ao fazer minhas buscas acabei por encontrar outros produtos dele, entre eles um conversor de RGB para vídeo componente, recomendado para Neo Geo e Mega Drive. Hum… Isso me deu idéias!

Acabei por comprar um para ver no que ia dar:

Além de bem construído, vem com o cabo com os fios e na placa está tudo bem descrito. Mais prático, impossível!

É só uma pena a placa não vir com case.

Em cima da placa existem três eixos de regulagem para calibrar cada canal de cor, e usei como base o Mega Drive no 240p test suite para deixar tudo certo.

Eu poderia até mesmo soldar um conector SCART e criar um conversor econômico de SCART para vídeo componente, mas preferi colocar mesmo uma porta VGA 15Khz pois é um conector bem comum de se encontrar por um valor irrisório, e fica mais fácil usar micros retrô que tenham saída RGB (pois a maioria deles utiliza 15 Khz).

Coloquei a placa numa caixa de um modem Thomson e até que ficou bonitinho:

Usei o pino 9 do conector VGA para transportar os 5V do console para a placa conversora, já que esse pino de acordo com a especificação do VGA pode tanto transportar voltagem, como não ser conectado ou ser aterrado. Testei um switch VGA ativo para comutar entre os consoles e deu certo, o que é muito mais barato que um switch SCART!

Um detalhe muito importante é que a placa não faz upscaling nem é um scandoubler, portanto, ela apenas converte o sinal RGB para vídeo componente sem mexer em nada na resolução, e isso pode ser um problema se alguém quiser utilizar televisores de alta definição pois vários rejeitam o sinal de 240p e alguns tratam como 480i, o que fica até aceitável, mas são apresentados artefatos de entrelaçamento ao movimentar a imagem. Aqui na minha TV 42″ LED LG não aceitou 240p, e em uma TV LCD da AOC rodou mas interpretou como 480i:

Na TV AOC LCD 32″ a imagem a resolução detectada foi como se fosse 720x480i (sendo que na verdade é 320x240p). O pior é que o processador da TV tentou suavizar os pixels. Oh no!

No fim das contas consegui uma Semp Toshiba de 29″ de tubo convencional, e surpreendentemente deu um show de imagem em relação a LG Slim. Infelizmente as fotos não fazem jus a qualidade ao vivo:

Axelay – Super Nintendo

Contra III – Super Nintendo

Depois percebi que cada um dos consoles tinha uma intensidade diferente de sinal, o N64 exibia imagens mais escuras (mesmo com o THS para amplificar), o SNES era o meio termo e o Mega Drive tinha cores mais vivas. Por sorte a TV tinha 4 regulagens pré-configuradas e duas caíram como uma luva para o SNES e Mega Drive, e a configuração personalizada ficou para o Nintendo 64.

E faz tanta diferença o vídeo componente?

Mesmo sabendo que a câmera não é capaz de capturar a diferença gritante entre vídeo composto contra o vídeo componente, me arriscarei a dizer que imagens falam mais do que mil palavras:

Vídeo composto

Vídeo componente

Considero que o maior beneficiado na utilização do vídeo componente foi o Mega Drive, o qual a qualidade do vídeo composto é sofrível e com o RGB me livrei do rainbow banding (efeito arco íris) e jailbars (listras verticais nas cores), problemas estes bem conhecidos nas primeiras versões japonesas do console.

A cachoeira deveria ter cores uniformes…
Esse é o rainbow banding!

Observe o azul no fundo e note os jailbars.

Em segundo lugar foi o Nintendo 64, que por padrão tem a cor vermelho mais “estourada” na tela e devido ao antialiasing excessivo do console tudo parece mais borrado do que é (observe acima o Mario sentado e veja os contornos vermelhos). Usando o vídeo componente no N64 além do ganho imenso de nitidez, as cores não apresentavam mais qualquer sinal de borrão ou “vazamento”.

E por último foi o Super Nintendo, que graças ao filtro da TV a imagem em vídeo composto já era suficiente para um usuário comum, mas é óbvio que ao passar para vídeo componente o ganho de nitidez foi muito significativo (mas sinceramente a câmera ainda não conseguiu captar essa diferença).

Conforme eu tiver outros aparelhos para testar, faço posts rápidos mostrando o resultado dos testes.

É verdade que 240p ainda é melhor no tubo?

Com relação a isso, depende muito do que você considera melhor e do que tem em mãos.

Se você não abre mão dos consoles reais e tem acesso a upscalers de qualidade (que normalmente passam dos 300 U$), podemos dizer que tirando o lado saudosista de usar o tubo e scanlines reais, é a melhor experiência que se pode ter para conectar os consoles em televisores HD.

O Framemeister é considerado um dos melhores upscalers RGB, mas em compensação, pode tirar o escorpião do bolso se quiser ter um desses.

Se você conseguir uma Sony WEGA, então as TVs de alta resolução que me perdoem, mas essa é imbatível para 240p. Só não levo em conta os monitores Sony PVM porque além de estarem em um outro padrão de preço, são ainda mais pesados e difíceis de serem encontrados em tamanhos maiores que 21″.

Eu sinceramente não abro mão do CRT e consoles reais, pois considero isso a experiência plena em todos os sentidos.

Posso rodar emuladores em TVs em 240p?

Caso não se importe em usar emuladores, pode ser uma boa ideia pegar um Raspberry Pi com Recalbox e configurar tudo para rodar em 240p utilizando o RetroTINK.

Outra solução seria usar os pinos do Raspberry para gerar um saída VGA em 15Khz e usar o conversor que descrevi nesse artigo.

Também é possível rodar um PC com saída VGA padrão e pegar uma outra versão do adaptador que utilizei, o qual é compatível com 31Khz e RGBHV (RGB com sincronismo horizontal e vertical separados).

Onde encontro esses conversores nacionais?

Recomendo que você mande um e-mail para o Johnny da Jasnet*. Eu comprei pelo Mercado Livre e fui muito bem atendido.

*Obs.: Não ganho nada ao mencionar os conversores e o fabricante, apenas acho que aquilo que é bom deve ser compartilhado, e francamente, considerei o conversor muito bom.

Enfim, ainda compensa ter TV de tubo?

Como disse anteriormente, ao menos em minha opinião particular, qualquer jogatina retrô se torna uma experiência plena e saudosista em uma TV de tubo que esteja em bom estado e com as conexões adequadas . Então a resposta é sim, compensa e muito ainda manter uma TV de tubo para nossas “velharias”.

Alguns vão questionar e preferir emuladores, TVs HD, 4k e blablabla… Gosto não se discute, o usuário escolhe a forma que deverá interagir com os jogos antigos, mas quem gosta mesmo de autenticidade, vale mesmo rodar os consoles em conjunto com a tecnologia de sua época: uma boa TV CRT.

1 comentário

  1. Parabéns pelo post! Finalmente uma leitura de alto nível. Infelizmente lido com emuladores, no pc, e estou partindo pro Raspberry pra ligar em um tv de tubo. Irei pesquisar os adaptadores. Até o próximo.

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