abr 29 2012

Commodore 64: É tudo o que dizem mesmo?

O Commodore 64 é a plataforma que mais cobicei em todos estes anos, mas sempre acontecia algum problema que me impedia de conseguir um… Ou a grana estava curta, ou alguém comprava antes (ou eu perdia o leilão no eBay) e outras coisas que todos nós que pertencemos a este mundo da retrocomputação estamos acostumados.

Mas sabe quando as estrelas e o universo resolvem dar um empurrãozinho no estilo “O Segredo”? Sem mais nem menos a coisa caiu no meu colo e todos os empecilhos extras foram resolvidos do dia pra noite. Pois é, com este meu Commodore 64C foi assim, então agora irei avaliar e ver se a fama de “melhor áudio do mundo 8 bits” é merecida.

 

“O segredo”

Só por curiosidade, vou resumir o que aconteceu comigo no decorrer de uma semana e parece obra de ficção…

Acordei um dia pensando comigo mesmo “agora eu quero um Commodore 64”. Depois de cansar de ver estes micros indo e voltando a preços que eu não podia pagar, leilões do eBay perdidos e outras coisas do tipo, fiquei com esse pensamento na cabeça de que eu teria que conseguir um C64 naquele mês ao menos.

De repente um amigo das listas de retrocomputação entra em contato e me diz “E aí, tá a fim de comprar o meu Commodore 64C?”… Fui honesto e disse que a grana tava curta e tudo mais, mas no fim das contas tudo se resolveu no bom e velho escambo, veja:

  • O dono do C64 queria um Atari 2600 completaço
  • Eu não tinha o Atari 2600, mas tinha alguns Odyssey’s por aqui…
  • Ofereci os consoles com fitas para o Claudio Moises a troco de um Atari 2600 Polyvox com fitas, saída AV e tudo em ótimo estado, e ele topou!
  • O dono do C64C me mandou o micro, eu mandei os Odyssey’s para o Claudio e ele mandou o Atari 2600 para o ex-dono do C64C
  • Gastei apenas o meu frete de envio e mandei pra frente os consoles que estavam “mofando” na casa dos meus pais, não é lindo?

Depois de toda esta bagunça, antes mesmo de chegar o micro fiquei me perguntando “e agora, como farei para carregar os jogos”? Então como o universo estava generoso, fui avisado na faculdade por um amigo que um drive 1571 estava sendo leiloado no Mercado Livre, quando cliquei no anúncio faltavam 15 MINUTOS para acabar, dei o lance e rezei para o modem 3G dar conta do recado… E GANHEI!

O drive estava sendo vendido “no estado” pois o proprietário fazia anos que não o ligava, então no fim das contas paguei um valor que foi justo e ainda parcelei pelo Mercado Pago (porque a grana tava curtíssima).

Bom, o universo não conspirou sozinho e tenho que agradecer imensamente ao Claudio Moises, que aceitou fazer a troca e entendeu meu esquema para conseguir o micro, agradeço também ao Ricardo Pontual que me vendeu o drive 1571 e foi muito atencioso, e principalmente ao amigo Alexandre Colella por ter me oferecido o Commodore 64C e ter sido tão prestativo e camarada.

 

Se comunicar é preciso

Ok, estava todo o kit aqui mas faltava algo, eu não tinha nenhum cabo de comunicação e saída AV, e ainda por cima os pinos para a interface do drive seguiam um padrão não muito comum de DIN de 6 pinos. Eu ainda inocentemente fui tentar procurar isso em minha pequena cidade… Ahahaha… Não achei nem conector DB25, quanto menos um DIN de 6 pinos.

Observando na internet, vi que a melhor opção para mim seria construir um cabo XM1541 (multitask cable) para ligar o drive 1571 no PC a fim de passar os jogos, além de ter que construir um cabo serial padrão C64, que é apenas a conexão DIN para DIN pino a pino.

Também tive que fazer o cabo para saída AV, onde apenas um DIN comum de 5 pinos (o mesmo usado nos teclados antigos de AT/XT) seria o suficiente.

Aproveito para agradecer também ao amigo Renato Carneiro que se fez disponível imediatamente quando fiz um pedido na comunidade AppleII_Br para alguém que pudesse me ajudar a conseguir os conectores. Mais uma vez o universo conspirou e recebi os cabos em 2 dias, algo que até o Renato achou estranho a velocidade que o seu fornecedor conseguiu entregar os produtos.

Para fazer o cabo XM1541 cometi a heresia de cortar um cabo extensor de VGA, mas optei por esta vertente pois o cabo era blindado e segundo minhas leituras é recomendado usar um cabo destes para evitar qualquer tipo de ruído na comunicação.

Logo acima você confere a parte do cabo que é conectada a porta DB25 (impressora) do PC. Logicamente depois isolei os diodos e fechei na capa de plástico, no fim das contas ficou bonito.

Para passar os jogos usei o programa “Star Commander“, ao qual deixei um PC antigo separado somente para esta finalidade, alternando entre o Linux (para pegar os jogos pela rede ou internet) e DOS puro (para ter a melhor comunicação possível).

Veja o meu primeiro teste de comunicação, passando o R-Type para o disco:

Pela foto nota-se até uma bolacha de aveia… Puxa, dá um desconto, já eram 4 horas da manhã 😉

 

Mas foi tudo tão fácil assim?

Vou narrar algumas situações curiosas, mas nada perto do que já passei com outros micros.

Quando o micro chegou, a aparência era legal, tinha um amareladinho aqui e ali mas tudo bem, agora o cheiro de CIGARRO (isso mesmo!) estava insuportável. O Alexandre me avisou sobre um cheiro estranho de queimado quando ele importou o micro da Alemanha, mas não era isso, pelo jeito o alemão ex-dono do micro COMIA CIGARRO.

Estava cheirando cigarro o isopor, o plástico, o micro, teclado e tudo mais… Para EXORCIZAR o cheiro tive que abrir o micro e lavar todo o plástico com sabão de soda cáustica, além de limpar bem o teclado e lavar a placa com álcool isopropílico, pois até ela estava fedendo. Depois deste batismo, aí sim deu para ficar perto do micro, mesmo porque do jeito que estava eu mal conseguia chegar perto pois odeio cheiro de cigarro.

A caixa estava judiada conforme o Alexandre me avisou também, e pelo jeito além do alemão ser um fumante assíduo, devia ter guardado a caixa em algum lugar úmido. Em todo caso o isopor interno estava intacto e a fonte funciona muito bem.

Quando chegou o drive 1571 só precisei dar uma pequena limpada nele, como de praxe, e colei com super bonder algumas travas internas que estavam trincadas e a chave de fechamento do disco que estava com muita folga. Ficou praticamente como um drive novo, que por sinal mandei um e-mail ao Ricardo agradecendo pelo bom estado do produto e o avisando que estava funcionando tudo perfeitamente.

Sorte a minha que há alguns meses atrás comprei um lote de mais de 150 disquetes de 5 1/4 DD, com caixas de papelão a cada 10 discos e ainda 3 arquivos de madeira e acrílico. Pois é, ao menos um meio de armazenamento para os jogos não será problema.

Agora tudo bem que o cara lá de cima estava de bom humor e me deu uma baita força, mas também não podemos ultrapassar as leis da física, afinal, o Commodore 64 tem seus limites e tive que aprender algumas coisas, pois nunca tinha mexido antes com um C64 real, além de que os emuladores facilitam a vida e você não fica digitando nada.

Como o C64 não tem um DOS por padrão, tive que me acostumar com o modo curioso de se listar e carregar os arquivos. Por exemplo, o primeiro drive é chamado de “Drive 8” (hum?), e para listar os arquivos você primeiro precisa carregar a lista, veja os comandos que em outros micros bastaria digitar DIR ou CAT:

LOAD "$",8
LIST

Ao aparecer a lista, às vezes o arquivo pode ter um nome monstruoso ou com caracteres diferentes, então é mais fácil subir com o cursor e inserir os comandos entre o nome para carregar o jogo. Quando o jogo ocupa o disco inteiro, então basta usar um comando para carregar o primeiro arquivo e mandar executar:

LOAD "*",8,1
RUN

Só achei um pouco estranho na hora de formatar, olha só o comando:

OPEN 1,8,15,"N:NEWDISK,01": CLOSE 1

Pois é, no começo é tudo bem estranho, mas depois que você se acostuma com a sintaxe e entende o porquê desta salada de fruta, acaba sendo um prazer usar o teclado macio de um Commodore 64C.

 

Tem alguma desvantagem?

Como para mim digitar não é desvantagem, vou desconsiderar este ponto. O que é um pouco chato é o tempo de carregamento do drive, que utiliza comunicação serial pura, bit a bit.

Para se ter uma ideia, o jogo “Auf Wiedersehen Monty” chega a levar mais quase 2 minutos para se carregar de um drive de disquetes, sendo que no MSX o mesmo jogo leva 5 segundos e em meu ZX Spectrum +2 usando Turbo Loading não passa de 50 segundos, por cartão CF usando o esquema do +2e então leva 1 segundo.

A Commodore resolveu isso lançando o Commodore 128, que ao usar o drive 1571 ele ativa a transferência em modo BURST, acelerando o carregamento em até 20 vezes. Segundo minhas consultas, o mesmo jogo “Auf Wiedersehen Monty” leva menos de 10 segundos para carregar nesta configuração.

Alguns títulos utilizam aceleradores de carregamento via software, que apesar de relativamente eficientes, não fazem milagre.

Há soluções via hardware para resolver isso no C64, ao qual pode-se construir uma comunicação paralela soldando um conector DB15 entre o CI do drive e outro DB15 soldado em alguns pinos do CI de comunicação interna do C64, resultando em um ganho absurdo, mas para isso é adequado trocar as ROMs de ambos para que o sistema utilize a comunicação paralela, caso contrário este ganho de velocidade só ocorrerá após o primeiro carregamento do DOS específico, ou para programas que reconheçam este tipo de ligação. É possível também soldar apenas o DB15 no CI do drive, e usar um cabo ligado na saída de expansão na traseira do C64, evitando soldas diretas no CI do micro:

Existem também os cartuchos de aceleração de comunicação, que foi a opção mais utilizada pelos usuários da época que não queriam se dar ao trabalho de abrir o micro, bastando encaixar o cartucho e pronto. Entre os mais conhecidos, cito o famoso Epyx FastLoad e do Action Replay, que garantem um ganho até 5 vezes a velocidade padrão.

Outra solução muito empregada é apenas a troca das ROMs usando o famoso JiffyDOS, sendo o mais rápido de todos, com a grande vantagem de não ter que construir nenhum cabo extra e ter um ganho imenso de velocidade através da comunicação serial padrão, além de que todas as operações de escrita e leitura ao disco são aceleradas, e não apenas algumas operações específicas, caso do cabo paralelo e cartuchos.

Vale o aviso de que todas as soluções acima para aceleração de comunicação são válidas, mas sempre existem alguns probleminhas de compatibilidade aqui ou ali, para isso há opção de se desligar a aceleração em casos extremos.

Deverei futuramente optar pelo JiffyDOS, que se demonstrou a opção mais madura e elogiada entre os entusiastas desta plataforma. Logicamente se o usuário preferir a comodidade plena e não quer nem usar um drive de disquetes, há opções interessantes como o Ultimate 1541, mas tire o escorpião do bolso porque soluções flash para o C64 não costumam ter valores atraentes.

E como sempre, se quiser a solução mais parruda possível, basta adquirir o cartucho Chameleon 64:

Ele é um dispositivo com tantos recursos que é capaz de transformar seu Commodore 64 literalmente em outra máquina, como por exemplo um Amiga 500 turbinado com mais de 20Mhz. Este pequeno cartucho é tão poderoso e versátil que pode funcionar mesmo sem o próprio C64, bastando ligar um cabo VGA, teclado e mouse de PC. O segredo dele é ter FPGA que suporta VHDL, isto é, ele pode se tornar o hardware que quiser e simular diversos conjuntos de CIs com velocidades distintas, ou melhor, uma outra máquina completa. Como nem tudo é perfeito, esta solução chega a ser mais cara do que um Commodore 64 inteiro.

 

O som do C64 é tudo isso?

Uma única frase: SIM, é tudo e mais um pouco!

Um dos primeiros jogos que quis testar foi o R-Type, e apesar de um defeitinho aqui e ali, foi a conversão para micros 8 bits que achei mais interessante, não a nível de fidelidade, mas pela velocidade geral e principalmente, pela música, que ligada a um aparelho de som é simplesmente fascinante. Vale o longplay no YouTube:

Agora segue um ponto muito importante. A magia de muitas músicas feitas para o C64 esta na utilização de sons digitais, mas que na hora de reproduzir em meu micro, estes canais estavam com um volume baixo e distorcido, caso da excelente música do Turbo Outrun e da voz do jogo Ghostbusters, praticamente inaudível. No começo até pensei que o processador de áudio estava com problemas.

Com uma pequena pesquisa na internet descobri algo que fiquei inconformado em saber que a Commodore deixou passar batido… O famoso chip de música SID possui versões diferentes, isto é, a base de composição das músicas com som digital é a do primeiro Commodore 64, usando o SID 6581, já o Commodore 64C / 128 e outros usam o SID 8580, sendo que nesta versão não ocorre mais um “click” audível ao alterar o registro do volume, então os sons digitais que usam esta técnica não são mais audíveis também.

Fazendo a pequena alteração proposta acima, fui regulando o trimpot no meio da música até o som digital se tornar audível e ficar semelhante ao SID 6581. O resultado físico final ficou assim:

Depois desta pequena correção posso afirmar que o som mudou da água para o vinho, finalmente os bonequinhos podiam gritar “GHOSTBUSTERS!” ao caçar um fantasma com sucesso.

Para quem não conhece o poder de som do C64, seguem dois vídeos do YouTube do Turbo Out Run, que resumem bem o poder de áudio do processador SID:

Observação: O segundo vídeo possui restrições de exibição, acesse-o diretamente pelo YouTube para ouvir a música.

Muitos dos jogos do C64 a nível de áudio são capazes de espancar sem dó todos os consoles e microcomputadores 8 bits, mas obviamente apontando apenas os títulos que fizeram um bom emprego do SID, afinal, sempre tem aquelas “obras primas com pliques e ploques” ensurdecedores.

Lembre-se que para toda regra há uma exceção, como por exemplo, posso citar o caso do jogo Draconus, onde achei o tema de abertura do Atari XL muito mais agradável do que o do Commodore 64.

 

E os gráficos?

A nível gráfico considero o Commodore 64 uma bela mistura, alguns jogos rodam com mais cores em resolução baixa, outros rodam em resolução alta e me lembram o MSX e ZX Spectrum, mas em todos os casos não vi borrões e limites gritantes de cores, apesar de saber que os limites existem e estão lá.

Dos títulos que joguei posso destacar Commando, R-Type, Arkanoid, Salamander e Turbo Out Run. A grande maioria dos jogos são bons, mesmo que com uma conversão precária aqui ou ali, sempre tem algo interessante no meio. Achei que na taxa de amostragem da biblioteca imensa de títulos para este micro, boa parte dos jogos se saíram bem e puderam me conquistar.

Na imagem acima:

  • R-Type / Golden Axe
  • Salamander / Auf Wiedersehen Monty
  • Stunt Car Racer / Last Ninja
  • Creatures / Test Drive II

O ponto mais importante que afeta positivamente os jogos do C64 é a suavidade no deslocamento das telas (scroll) e quantidade de objetos se movendo simultaneamente, sendo que muitos títulos realmente são capazes de fazer frente ao NES.

 

Conclusão

Sonho realizado, mais uma plataforma para a lista da Casa dos Nerds, e qual é a conclusão?

Avaliando os prós e contras que toda plataforma retrocomputacional possui, afirmo sem dúvidas que o Commodore 64 faz jus a sua fama de bons jogos e capacidade sonora excepcional. Só acho uma pena os valores que envolvem esta plataforma serem tão altos, ao qual posso considerá-lo como um dos micros 8 bits mais caros para incrementar, o que é curioso, já que ele não é uma máquina rara.

Não há como afirmar que exista uma plataforma de 8 bits suprema, todas tem a sua magia e envolvem sempre um sentimento saudosista por parte do usuário. Em todo caso, posso dizer que o Commodore 64 está entre os mais admiráveis.

71 comentários

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  1. Mauro, você não é 10, mas 100. Quando leio os seus artigos é como se tivesse participado como coadjuvante dos feitos, tal o nível de detalhes e percepções contidas no texto. Atuo mais como ouvinte das listas, e quase não retorno devido o pouco tempo que disponho para a retrocomputação.

    1. Você até pode não comentar muito nas listas, mas só o fato de escrever algo aqui na Casa dos Nerds já me dá um bom gás para continuar a escrever.

      Obrigado pela sua presença!

  2. Pois é….

    …eu vi um C64 rodando na GameOn (http://www.popolony2k.com.br/?p=1469) e realmente era muito rápido, pena que o som na época estava inaudível por questões obvias de ser um espaço comum a diversos computadores e consoles de video-games no mesmo espaço, então a mistura de sons seria uma bagunça.

    Bom, depois de um tempo comprei um C64 que veio sem a fonte e que mais tarde mandei fabricar na Nodaji, especificamente para ele pois o C64 é bem incomum nessa questão, tem saidas de 5VDC e 9VAC, então, ao invés de usar o esquema da fonte original que é um verdadeiro trambolho de gigante, mandei fazer uma de 5VDC chaveada e a de 9VAC é um transformador comum que eles haviam proposto. Além de ficar bem menor, não esquenta nada, ao contrário das originais.

    Bom, voltando ao C64, realmente é uma plataforma poderosa e serei ousado em dizer que se trata da plataforma de 8 Bits mais poderosa que já existiu, entretanto em expansibilidade, tanto de hardware quanto de software, é muito inferior a MSX, por exemplo (infinitamente inferior).

    Um exemplo é esse drive serial do C64, sendo reconhecido que o seu maior problema é a camada de software pouco eficiente para fazer a transferencia, tanto que uma nova camada de software, que é essa fastload, resolveu muita coisa, não só isso, a coisa é tão gritante que no drive de disquete do C64 tem outro processador 6502 só para o processamento do drive e pior, a camada de DOS fica dentro do drive, ou seja, o C64 é poderoso como hardware mas como arquitetura (isso envolve software e hardware), ele era inferior a plataforma MSX, que prezava por um padrão mais expansível.
    Mas como o que conta é a história e não o que poderia e deveria ser, o C64 é a maior plataforma de 8 bbits que já existiu uma vez que vendeu muito mais do que o 2o colocado e 3o juntos (Apple e MSX), algo em torno de 17 milhões de unidades (algumas fontes citam 30 milhões), contra 6 milhões do Apple e 5 milhões do MSX.

    []’s
    PopolonY2k

    1. Acredite, o seu C64 que era do Nelson, era eu que iria comprar mas eu estava (ainda estou) bem apertado de grana.

      No fim das contas, o C64C com drive, fonte e os cabos saíram por menos da metade do que eu pagaria neste C64, é por isso que brinquei que o universo conspirou, pois você não pagou caro no teu C64, eu é que praticamente ganhei um, entende?

      Concordo com o que escreveu a nível geral sobre a comparação do MSX e C64, mas sinceramente ao usar qualquer acelerador (cartucho, cabo paralelo ou JiffyDOS), ele já dá um banho no MSX. Tudo bem, o MSX2 e 2+ tem mais cores e tudo mais, mas o VDP dele ainda é um gargalo imenso, pois fiquei PASMO ao ver jogos no C64 com tantos desenhos simultâneos, com som digital sem interromper o processamento, scroll liso, entre tantas coisas mais, então posso afirmar sem medo que achei ele o melhor micro 8 bits para JOGOS, sem considerar expansibilidade, facilidades, aplicativos etc.

      Recebi uma indicação do Garrett sobre um jogo de nave do C64, e deverei postá-lo na sessão OLD BUT GOLD, pois estou precisando ressuscitar o site e escrever ao menos uma vez por semana. O tempo anda meio corrido por aqui, e já estão acumulando novidades, não posso deixar o pessoal que acessa a Casa dos Nerds na mão, tenho muito a escrever ainda.

      Um grande abraço!

      1. Revendo meu post vi um e’m’tretanto escrito errado…….maldito tablet X.D

        Bom, quanto ao C64 vs MSX exatamente como vc citou, existiram outros MSX com mais recursos gráficos mas nem assim o C64 perde para eles, desconsiderando o MSX Turbo R que é outra categoria, mesmo esses ainda tendo o problema de gargalo do VDP.

        Realmente como maquina não teve pra ninguém nos 8 bits mas como arquitetura os MSX são os que mais se assemelham aos PC’s modernos que conhecemos e com maior capacidade de expansão.

        Mas não tenho duvidas em colocar o C64 no topo dos micros de 8 bits.

        []’s
        PopolonY2k

        1. Eu estou aqui com um Tandy HX 1000, que seria o mais próximo dos mundos PC e MSX juntos, pois é um XT de 7.15Mhz e usa um PSG semelhante ao MSX (o mesmo do SMS), então poderia dizer que se o MSX tivesse virado um PC, provavelmente este seria o próximo passo (e não o Turbo-R). Porém, mesmo o MSX tendo algumas características que o aproximam mais de um PC (como o barramento de expansão), o gargalo do VDP está lá, e mesmo com os projetos audaciosos de dual GPU e outros que bem conhecemos, isso torna a arquitetura mais complexa (e rara) para ser implementada. O C64 tem o seu “Bus Expansion”, mas creio que os entusiastas não precisaram ir tão longe porque a máquina já dá conta, e na relação da velocidade do drive, atualmente temos diversas soluções que resolvem o caso.

          Poderíamos avaliar até com mais seriedade o C128, que tem um Z80 (apesar do clock baixo) para rodar CP/M, que em conjunto com o drive 1571 pode ler discos CP/M padrão DD 360Kb da época sem problemas. Aí já misturamos melhor a coisa e temos um micro mais profissional também, com potencial para 80 colunas e monitor ligado em RGBI.

          Eu vejo o MSX como uma plataforma com potencial completamente desperdiçado, sendo um padrão que não foi respeitado entre os fabricantes (motivos de algumas incompatibilidades) e até mesmo a nível de áudio temos uma boa salada (PSG padrão + SCC + MSX Audio + MSX Music + OPL4 etc), fora a zona capada que é o Turbo R (apesar de meu forte desejo em ter um). Se o padrão tivesse ficado no MSX 2+ com MSX Audio e 512Kb de Mapper, poderíamos ter inúmeros jogos com scroll suave e excelentes músicas com bateria digital, aí sim o MSX teria chances de ter a medalha de melhor plataforma 8 bits, mas a “salada” que se tornou a plataforma, quebrou o seu padrão, e ao meu ver, está longe de ser uma vantagem esta expansibilidade que foi mal empregada em sua época. Para ter um MSX legal você precisa investir em um bom conjunto de fatores, então para piorar, hoje também considero ele uma plataforma pra lá de salgada ($$$).

          Mas enfim, adoro o MSX, mas só voltarei a ter um quando pelo menos eu puder ter um WSX completo ou um Turbo-R, e acho que para conseguir um bom preço nisso, só se o UNIVERSO me ajudar novamente 😉

    2. Oi pessoal,

      Primeiramente, parabéns pelo post Mauro!

      Tenho muito interesse pelo C64, admiro esta plataforma. Um dia, quem sabe, terei um para usar aqui junto à minha modesta coleção.

      Contudo, novamente e inevitavelmente, caímos nas comparações que fazem parte das discussões desde a época da MicroSistemas. 🙂

      C64 vs MSX. É como comparar pastel de queijo com pastel de carne. Qual o melhor? 🙂

      Analogias de lado, gostaria de pontuar o seguinte:

      * Ambas as plataformas possuem seus exponenciais em SW (principalmente jogos) que dependem mais da competência dos desenvolvedores do que das plataformas em si;

      * O som padrão do MSX foi PSG, sendo o SCC solução proprietária da Konami. MSX Music passou a fazer parte do MSX 2+ (OPLL YM-2413). Mas isto está longe de ser uma “salada” de padrões conforme apontado. Ainda assim, conforme o post, mesmo o C64 apresenta suas “saladas” sonoras, ou ter que hackear o SID com resitor e trimpot é padrão do C64? 🙂

      * Popolon apontou bem a facilidade de expansão inerentes ao padrão MSX. Expansões notáveis para MSX são simples de instalar “out of the box”: basta conectar o cartucho e sair usando. Adaptadores IDE, memórias flash rom, leitores de cartão SD, som (OPL4), gráfico V9990, ethernet, e mesmo a Playsoniq que traz o VDP do SMS e o SID do C64, tudo muito simples, sem abrir a máquina, soldar isto, jumpear aquilo etc.

      * Tão lendário quanto a qualidade sonora do C64 é sua lentidão para carga de jogos, resolvida, claro com o JiffyDOS. Ao passo que o MSX tinha acesso lento só na fita cassete. A solução de drives do MSX já era excelente, e isto em lá em 1984.

      * Jogos do C64 são maravilhosos. Desde os programas de carga, passando pelas aberturas e jogo em si. Contudo é notável, e de certa forma evidente, que o C64 ganhou respaldo das desenvolvedoras européias, ao passo que o MSX tinha do seu lado as japonesas. São culturas distintas que obviamente geram resultados bem diferentes, e jogo não seria exceção.

      * O C64 foi a plataforma “incubadora” de muitos desenvolvedores europeus que hoje sobressaem na “demo scene” mundial.

      É isto. Nenhuma plataforma é perfeita. MSX, C64, Apple, Speccy, todas possuem um risquinho aqui e ali, mas todas, todas, possuem suas qualidades que ofuscam os próprios defeitos.

      Enfatizo novamente minha admiração e interesse pelo C64, considero um expoente de 8 bits que marcou época e ainda cativa novos usuários.

      Abraços e mais uma vez, parabéns pelo post.

      1. Concordo com o que escreveu, mas apenas citei “salada” de padrões com o MSX pois o fato é que para mim, e muitos entusiastas também concordam, o padrão de som do MSX 2 deveria ter sido o MSX Audio, e não o MSX Music. Sua expansibilidade permitiu esta “salada”, então a nível de som temos o SCC, OPLL, OPL2/3 e OPL4 (Moonsound e afins). Se eu for ressaltar o MSX, ele realmente tinha em mente uma expansibilidade muito interessante e plausível, em contrapartida o C64 foi desenvolvido com falhas arcaicas no projeto, que vão desde o seu basic precário até a forma de tratamento serial dos drives.

        É fato sim que cada plataforma tem seus prós e contras, e que o brilho de cada uma se deve mais aos desenvolvedores do que as peculiaridades de hardware de cada uma. Nota-se por exemplo a imensa qualidade de títulos para MSX 1 produzidos de 2007 até agora, com recursos inconcebíveis na época, como scroll liso para um MSX 1, por exemplo. E no caso do C64 temos uma demoscene forte apresentando sempre novidades surpreendentes.

        Creio que se for para abraçar cada uma das vertentes e fazer comparações de cada plataforma, isso se tornará uma bíblia. Mas costumo dizer que o reino dos 8 bits precisa ser apreciado como um todo, para isso recomendo que um usuário que seja utilizador (não apenas colecionador), tenha ao menos um Apple //e, MSX 2, ZX Spectrum 128, Amstrad CPC 6128, C64 e Atari XL/XE. Estes seis micros são os que marcaram mais forte sua presença, mas se eu começar a apontar cada micro 8 bits da época, aí haja tempo e dinheiro para tantos (Sharp X1, BBC Micro etc…).

        Atualmente estou correndo ao contrário, como já conheci um pouco daqueles que marcaram época, estou tentando vagarosamente me dar uma chance de conhecer o “mundo sombrio” das plataformas esquecidas… Logo publicarei algumas coisas sobre os micros que foram conhecidos em partes específicas do mundo ou duraram pouco tempo no mercado. É bem interessante o que a gente encontra por aí.

        Abraços e obrigado pelo comentário.

  3. O C64 (c, G e Aldi) tem o mesmo SID “2” do 128, e a qualidade do som pode ser muito melhorada com um hack extremamente SIMPLES: coloque um CURTO (um fiozinho soldado dentro do conector DIN, aterrando a ENTRADA DE AUDIO (vale também para o SID original).

    No C64 a entrada de audio fica ligada o tempo todo, então simplesmente aterrando a entrada você “mata” toda a captação de ruído eletromagnético do ambiente (principalmente o zumbido de 60Hz).

    Fica a dica.

    Ah, parabéns pelo micro!

    1. Ah, o conector se chama DIN (com ene).

      1. Opa, vou corrigir agora mesmo. Obrigado pelo toque!

    2. Rogério, observando o esquema, creio que eu já tenha feito exatamente este aterramento e é ele que corrige a diferença de som entre o SID 6581 e 8580. Veja que liguei exatamente o EXT IN (pino 26) no GND (pino 14) do SUID 8580.

      Li em alguns lugares que muitos Commodores 64C, principalmente os Europeus, não dá certo apenas aterrar pelo conector DIN, tem que ser interno mesmo, pois no caso da minha placa tem um capacitor na entrada de áudio que impede o aterramento correto.

      Vi os comentários a respeito do “DigiFix” e sobre o aterramento direto pelo DIN no fórum Lemon64.

      Em todo caso, vou ligar o fio direto no DIN e ver se dá alguma diferença extra também 😉

  4. Parabéns pelo artigo, Mauro! Muito bom!

    A questão do preço do C64 é mesmo curioso, já que, conforme estatísticas, ele foi o microcomputador de 8 bits mais vendido de todos os tempos. Acredito que por aqui ele tenha preço mais elevado pois não tivemos nenhum “C-64 nacional”, fora que também, na minha opinião, acaba se formando uma “mística” em torno disso.

    No mais, parabéns pelo equipamento!

    1. Pois é, se observar pelo peso da fonte e do drive, um conjunto inteiro é que sai caro para importar, creio que só o micro em si não seja tão salgado assim… Mas se juntar todo o conjunto e de repente quiser um luxo para carregar os jogos sem disquetes, aí a coisa pega. Vou ficando com meus disquetes por enquanto.

      1. O pior é que na Argentina tem muitos C64 e C128 a preços muito atraentes, o problema é a negociação e alfândega, se não estou enganado para exportar na Argentina é necessário nota fiscal, uma lástima, tem um oásis aqui do lado e não podemos beber desta água.

        1. E dizem que o C64 da Argentina tem algumas diferenças e tem coisas que não rodam também, mas não tenho certeza sobre este fato.

          Só sei que se fosse fácil, o pessoal já estaria importando por kilo, então deve ter algum motivo mesmo.

  5. Grande Mauro, obrigado por tecer uma análise sobre o C64. O que não gosto muito do C64 é a questão de ser 8 ou 80: ou a gente aposta nos velhos disquetes a um custo um pouco mais baixo ou parte para uma solução mais atual a um custo muito alto. Isso não tem a ver em si com o micro, mas já me deu um banho de água fria. 🙁
    Apesar disso, confesso que é muito difícil falar mal de um micro que foi o mais vendido na história do ocidente e, com certeza, deve ser o que tem maior quantidade de jogos existentes.

    Parabéns pela aquisição, quando eu puder, vou partir para um C64 tradicional, mas só depois que eu conseguir um Atari 800, primeiro modelo.

    🙂

    1. Olha, estou bem contente mesmo com a demora nos discos, quando eu puder gravo as ROMs ou compro o kit do JiffyDOS pronto.

      Quanto ao Atari, estou ainda com o meu 65XE aqui parado esperando a MyIDE, que já faz quase 3 meses que comprei… Eu e minha “sorte” para as importações, rsss… _ _’

      Queimei minha língua, pois eu sempre pensava “ah, o C64 não é tudo isso”, e te digo, ao vivo é outra coisa… Como todos os outros micros, acho que a emulação não consegue passar a real sensação da máquina, não dá pra julgar totalmente considerando apenas os emuladores, e agora tenho certeza absoluta disso.

  6. Valeu muito o seu artigo sobre o C64, Mauro, deu para ver que foi uma maquininha fabulosa. Tive um Amiga 500 e ainda tenho um 1200, mas dá para ver que a Commodore já tinha um bom background para produzir máquinas com excelente qualidade de áudio e de vídeo.

    1. A comparação é válida, seria como dizer que o C64 é um “Amiga de 8 bits”, ou que talvez o Amiga é um “C64 de 16 bits” 😉

      Eles tem um “feeling” parecido mesmo, mas pode parecer estranho o que vou escrever, mas a nível de percentual de títulos disponíveis, e que estes títulos sejam bons e jogáveis, achei o C64 superior ao Amiga neste sentido.

      1. A própria história do Amiga é confusa, os caras desenvolveram um Videogame que acabou virando computador, diferente dos C64 e C128.

        1. Pois é… Mas o Amiga é uma bela máquina também 😉

            • Juliano on 9 de Maio de 2012 at 16:06

            Concordo, MSX e Amiga são meus micros favoritos, tenho o A600, A1200 e o A2000, assistindo a um documentário sobre a ascensão e queda da Commodore é muito interessante ver que o projeto foi desenvolvido meio que secretamente, mas que inicialmente seria um videogame. Ela é uma história muito interessante.

          1. Que inveja… Estou sem Amiga aqui no momento, quando der ($$$) quero ver se pego um A1200.

  7. grande review! ja tive dois c64, um ntsc que passei pra frente ha uns 3 anos, e um pal, que comprei de um cara da zelandia esse ano. paguei barato, pouco mais de 100 euro no c64, 1541, datassete, uns 15 jogos originais en k7, incluindo frete! comecei a fuçar no goattracker, quero fazer umas faixas .sid pra tocar nele.

    1. Agora estou lotado de compromissos, mas quem sabe aprendo a programar nele e fazemos algum projeto juntos para esta plataforma, hum?

  8. Agora vejo porquê esse drive custa tanto para enviar pra cá.
    É bem maior que o próprio micro! Haha. Não sabia que era assim não. 🙂
    Deve pesar um bocado!!
    Belo trabalho e parabéns!!!

    1. Pesa pelo menos três vezes mais do que o micro, e é quase do tamanho dele. _ _’

  9. Ah, e o reset? Funciona? 🙂

    1. Funciona sim, mas se ficar abusando o micro trava numa tela preta aí tenho que deixar ele desligado uns 10 minutos. Acho que isso devem ser os capacitores polarizados pedindo água, já anotei e trocarei todos em breve.

  10. Parabens Mauro pelo c64!
    Excelente texto, muito agradavel!

    1. Obrigado, meu amigo!

  11. Um dia coloco esse chip de som no msx , com todo o respeito ainda gosto muito do conjunto do micro. Fora o problema dos drives, os europeus preferem o som dos SIDs mais antigos , provavelmente por costume , eu gostei muito do som do mais novo , tem vários comparativos na net , e só conferir. Fiz um material para o MSX Force falando de todas as linhas do SID.

    1. Através do DigiFix o problema dos sons digitais foram corrigidos nos SIDs mais atuais, então não vejo mais problemas em usar qualquer um deles. Antes do DigiFix, eu fiquei desesperado em ver que não tinha os sons digitais na música do Turbo Out Run, que era a que eu mais queria ouvir em um C64 real.

  12. Excelente matéria como todas as outras, sempre muito bem desenvolvida, parece que estou lendo uma revista profissional de retrocomputação. Continue assim, pois cada email que vc manda para a lista comunicando um novo post, é recebido com muita curiosidade.

    1. Puxa, muito obrigado.

      Eu às vezes ficava preocupado em postar as chamadas nas comunidades e listas, mas creio que de alguma forma, mesmo que muitas vezes os textos sejam de plataformas diferentes, serve de informação e leitura relacionada 😉

      Abraços.

  13. Eu li todo esse comentario,e juro que fiquei com saudades do meu C64 que eu adquiri em 1992!! Foram dias e noites de negociação com um amigo la de Sto André,mas que acabou dando tudo certo!! O pacote era esse:

    1 C64 (modelo antigo) (passei ele pra um colega meu que agora tem 2 desses parados)
    1 1541 floppy drive (ainda tenho ele comigo aqui e acho que tenho parte do cabo,mas devo adapta-lo ao LPT1 e usar no emulador)
    1 Cartucho Fast Load da Epyx (Nao era o cartucho original,mas era clonado)
    1 Impressora Commodore (desapareceu)
    e varios disquetes com jogos!!!

    Estou tentando trazer de volta o micro e ressucita-lo!!

    Abraço

  14. Maurão, qual é o cabo correto para fazer e usar no DOS puro? Eu vi que tem quatro tipo de cabos! O meu drive é igual ao seu.
    Um abraço,
    Nelson.

    1. É o cabo XM1541 (Multitask), clique aqui para ver.

      Qualquer coisa, é só dar um toque.

      Abraços.

  15. Valeu Maurão, fiquei na febre agora 🙂

  16. Oi Maurão tudo bom? Qual foram os diodos que vc usou? tem equivalente?

    1. Eu usei diodos 1N5819, mas segundo o site do cabo pode ser o diodo BAT85 também.

  17. Pois é, na loginha que eu fui perto de casa eles não tinham, e me deram o 4007, falando que era equivalente! Mas não rolou, vou ter q ir na Sta Ifigenia mesmo 🙁

    Mas obrigado Maurão, Um grande abraço!

  18. Olã Mauro, comprei um C128 e está chegando pelo correio, seu post foi mais do que inspiração para eu buscar um micro desses. Só uma pergunta, tem como carregar programas e jogos nele sem ter um Drive ? Ouvi sobre um cabo serial de PC->C64 mas não encontrei, você tem algum link ? Obrigado !

    1. Olá, amigo.

      Fico feliz que meu texto de alguma forma tenha lhe incentivado, e até sei de quem você comprou este C128 e fico ainda mais satisfeito, pois o Marcelo é muito gente boa.

      Você pode usar o 1541EMU, que emula perfeitamente um drive 1541 pelo PC:
      http://www.kotinet.com/1541

      No site explica tudo, se tiver alguma dúvida, basta me avisar.

      1. Obrigado Mauro, ganhei o dia !

      2. Uma outra coisa, esse cabo você chegou a fazer para o seu C64 ? Se sim funcionou ?

        1. Eu fiz apenas o cabo para ligar direto no drive, se eu não tivesse conseguido um drive, com certeza eu teria tentado este esquema de emulação do drive. Mas é aquela coisa, prefiro o drive mesmo, porque aí posso me divertir com o C64 sem depender de um PC.

            • Juliano on 9 de Maio de 2012 at 20:04

            Beleza, vou tentar usar o cabo primeiro, o drive pelo que vi é meio caro. Obrigado pela ajuda.

  19. Fala Maurão tudo blz?
    O meu não vai de jeito nenhum! Tem que configurar algo no Star Commander? Tipo transferência?

    Abração!

    1. Você tem que configurar o setup dele, que é um executável avulso. Então precisa configurar o tipo de drive que está conectado, o tipo de cabo e tudo mais… Aqui rodou muito melhor usando o 1571 em modo 1541, ficou até mais rápido, deve ser coisa do programa. Você tem que atentar que sua porta LPT deve estar configurada na BIOS para ECP para prover uma melhor compatibilidade também.

  20. Agora foi Maurão!! Ufa…
    Posso dizer que estou apaixonado, o som é fantastico mesmo !!!
    O unico “problema” é a carga demorada mesmo.

    Muito obrigado e um grande abraço!

    1. Opa, agora sim!

      Estou feliz por você, meu amigo. E agora lhe resta curtir sua máquina, boa sorte!

  21. Olá, tentei usar tanto o cabo XM1541 e XE1541, tentei usar o 64hdd o star commander, tentei em 3 PCs, conferi a pinagem, e nada do micro reconhecer, quando do um load”$”,8 ele não encontra nada, to desanimado, pensei que fosse mais fácil. Se tiver alguma carta na manga me avisa.

    1. Amanhã vou tentar carregar direto pelo PC, aqui eu passo do PC para o drive, não tentei usando do PC para o C64… Te aviso sobre o resultado e configurações.

      1. Montei o emulador de datacassette para o C64 e funcionou tranquilo, rodou muitos jogos. Estou pensando em fazer um post sobre isso, o que acha ?

        1. Puxa, interessante, mande no meu e-mail os detalhes para conversarmos.

  22. Tem uma trilogia de demos que eu gosto bastante, o primeiro é o Second Reality (para 386/DOS), que ganhou o concurso Assembly’93:

    http://www.youtube.com/watch?v=8G_aUxbbqWU

    Esse demo virou lenda, aí resolveram portá-lo pro C64, ficou impressionante dadas as limitações dos 8 bits:

    http://www.youtube.com/watch?v=zVPW40ygds4&feature=related

    Não satisfeitos, o pessoal depois fez uma versão suecada, o Real Reality:

    http://www.youtube.com/watch?v=H1f6UE27KTo

    Eu tenho um C64, ganhei de um maestro que o usava na década de 80 para gerar música eletrônica.

  23. Mauro,

    Acabei de conseguir um C128 e estava batendo cabeça aqui com os comandos dele quando lembrei deste seu artigo sobre o C64. Putz, clareou imensamente.
    Vou ver se amanhã compro os diodos para ligá-lo a um PC antigo aqui.
    Preciso de um favor seu em relação ao 1571. Vou te mandar em PVT.

    Abs,
    Daniel

  24. O som do SID é mesmo fenomenal.

    Dos que eu conheço e gosto, só o MegaDrive tem um som tão bonito.

    1. Concordo! Também gosto muito do som do Mega Drive.

  25. Amigo quanto vale um single floppy disk commodore 1541 para esse commodore 64?

  26. esqueci eu tenho alguns e estão todos novos na caixa nunca foram usados!!!

    1. Até um tempo atrás valiam mais quando eram considerados dispositivos viáveis financeiramente para o C64, mas agora surgiu a “febre” do SD2IEC que você acha por volta dos US$ 50.00 ou um pouco mais, e foi reproduzido no Brasil pelo Victor Trucco, substituindo os disquetes perfeitamente, além de serem mais rápidos e confiáveis.

      Portanto, os drives 1541 em bom estado ficam agora mais a critério de colecionismo do que usabilidade, valendo cerca de R$ 150,00 a R$ 200,00 cada um, variando conforme o estado.

  27. Valeu amigo obrigado…

  28. Prezado Mauro,

    Li seu post e achei ótimo.

    Sou um apreciador do Commodore desde seu lançamento. Fui proprietário de um VIC-20 ( o irmãozinho menor no 64) e quando pude, migrei para o C< 64. Tive que dar um duro danado para adquiri-lo e parte dos recursos vieram de um sistema de Controle de Estoques que programei em Basic no VIC-20 para rodar no 64. Para isso usei um programa emulador para 40 colunas no VIC-20, já que este micrinho só dispunha de 20 colunas por linha na tela. O 64 possui 40 colunas e pode emular 80. Já o C< 128 vem com 80 colunas.

    Tempos depois, esta experiencia me serviu bastante pois fui lecionar numa faculdade cujo Laboratório de Informática era todo equipado com computadores Commodore 64 !

    A maior dificuldade na época do Commodore 64 era se adquirir software para o bichinho, por causa da tal "reserva de mercado" imposta aos brasileiros. O jeito era se filiar a um Grupo de Usuários para compartilhar software, experiencias e dividir os custos para aquisição de novidades. Eu conhecia também um fornecedor de software que vendia cópias a um preço acessível… Aqui Rio, havia um fornecedor que disponibilizava bastante coisa no Edifício Avenida Central, na loja da Ciência Moderna: chamava-se "Dr. VIC-20" (bem sugestivo). Tínhamos também que conhecer algum especialista em hardware, pois não tinha onde levar os equipamentos em caso de alguma pane e também para adaptar a TV (não havia "monitor" nesta época) para poder funcionar com o sistema nativo do Commodore que é o NTSC. A adaptação consistia em colocar uma chave comutadora na TV para poder alternar entre os sistemas PAL-M (Brasil) e NTSC (EUA) além do chip de decodificação em si.

    Acho que fui um dos últimos usuários a deixar de utilizar o Commodore 64 e pouco antes de me bandear para o "IBM PC" o meu fornecedor de software me ofereceu todo seu acervo por um preço bastante atraente, pois estava de mudança e não tinha onde guardar toda aquela coleção de disquetes. Eram várias caixas, com tudo que era tipo de software para o 64. Fiquei com ela, pois me mudara para uma casa e tinha espaço à vontade.

    Quando a Faculdade onde eu lecionava resolveu renovar o Laboratório de Informática, o diretor me ofereceu várias peças de hardware ( computadores C-64 e drives 1541) . Aceitei o presente e fiquei com um acervo invejável de equipamentos da Commodore. Os vários drivers 1541 e os C64 estão com suas respectivas fontes e cabos de conexão.

    Eu tenho também duas unidades de leitura de fita cassete da Commodore, de quando o único meio de armazenamento externo disponível para os micros eram as fitas K7 (sabia disso ?). Estas unidades eram especialmente desenhadas para atender ao Commodore 64. Se você acha que o 1541 é lento para carregar os jogos, imagina o que era carregar o "décimo arquivo de jogo" da fita… Uma emoção só, longa e duradoura…

    Além destes equipamentos, tenho um C<128 completo (com o monitor da Commodore) e duas impressoras, MP-501 e MP-503, em casa. Ambas estão em bom estado aparente e não é difícil "recarregar seus cartuchos", bastando substituir a fita impressora por uma nova. Eu já fazia isso quando utilizava estas impressoras matriciais, pois o cartucho original era caro e difícil de conseguir.

    Ah, e para completar, para me manter informado sobre todas as novidades que surgiam para o 64, comprava na banca e depois assinei, uma revista especializada chamada "Compute!s Gazzete" uma versão para microcomputadores da revista "Compute!" que se destinava a "coisas mais sérias" 🙂 . Tenho a coleção praticamente completa desta revista, embora suas últimas edições tenham sido distribuídas em disquete de 5 1/4, por questões econômicas. Talvez ainda encontre estes exemplares no meio do acervo… As revistas estão em estado razoável embora algumas tenham sido danificadas por exposição ao tempo, quando ainda não tinha reservado um lugar apropriado para armazená-las… Uma pena pois são um testemunho da evolução (rápida) pela qual passou este segmento do conhecimento humano hoje reconhecido e denominado de computação pessoal.

    Bom, o motivo desta apresentação é que, por motivo de mudança, vou precisar me desfazer de todo este acervo e não quero que ele vá parar nas mãos de quem não tenha noção de seu valor. Assim, caso você conheça pessoas frequentadoras da Casa dos Nerds interessadas em adquirir este acêrvo, pode repassar meu e-mail para elas, para conversarmos.

    Um grande abraço,
    Jayme Bentes
    ( C< 64 User )

    1. Deixarei sua mensagem aqui e irei replicá-la para algumas pessoas. Os que tiverem interesse deverão falar contigo.

      Abraços.

    2. Olá Jayme!

      Sou entusiasta de micros MSX e recentemente, fui surpreendido positivamente pelos micros da Commodore e a sua fantástica história de sucesso. Acabo de adquirir um Commodore 64 e um 128 no exterior, pois desejo de entrar (voltar) a estudar este micro fabuloso de 8 bits. Estou precisando de um drive e um monitor. Ambos da Commodore.

      Tenho interesse em comprar ambos os componentes aqui no Brasil mesmo, pois o custo no exterior+frete é proibitivo.

      Se tiver estes componentes para vender, gostaria de comprá-los a um preço justo!

      –> Mauro, sou novo por aqui e peço gentilmente que continue com o seu belo trabalho com este renomado site, no qual, aprendo muito e aprecio todos os seus artigos. Escreva mais sobre os micros da Commodore e sua respectiva história!

      Abraços,

      Marcos Pereira
      marcos.macross@gmail.com

  29. Olá Mauro! Cara parabéns pelo post!

    Gostaria de ingressar neste universo da retrocomputação acho realmente incrivel!
    Cara eu gostei muito de um computador em especial o SEGA SC 3000, no entanto não o encontro em lugar algum… Você tem alguma dica de onde posso encontrá-lo?

    Bom de qualquer forma muito obrigado e novamente parabéns pelo post e por compartilhar a experiência.

    1. Entre em contato com o Claudio Moises neste site:
      http://www.lojinhadomoises.com.br

      Tenho certeza de que ele poderá lhe ajudar a encontrar um SC 3000… Mas não espere um preço camarada porque é uma máquina bem difícil de encontrar, heim?

      Abraços!

  30. Vixi Mauro… que bacana, eu andei a vários meses… pensando o que poderia ser este defeito…. amanha mesmo vou fazer o esquema… Valeu mesmo… parabéns pelo site.

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