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jan 02 2013

Dismac D-8100: Um Apple II+ nacional que cumpre seu papel

Depois de uma ausência narrativa neste site que nem mesmo eu esperava que chegaria a quase dois meses, volto com muita alegria a escrever sobre uma plataforma retrocomputacional.

É fato que a reserva de mercado nos presenteou com máquinas (clones) curiosas, algumas de qualidade e até com melhorias frente ao projeto original, outras nem tanto. Independente de como estes micros clonados nasceram, eles ganharam espaço na vida e no coração de inúmeros brasileiros, e apresento agora um destes micros: O Dismac-8100.

 

Como foi parar em minhas mãos?

Meus amigos mais chegados sabem que para mim a “maré não está pra peixe” faz um certo tempo, por isso em meu orçamento qualquer tipo de investimento referente a retrocomputação teve que ser imensamente reduzido. Portanto, eu estava plenamente ciente de que não voltaria a mexer com um micro antigo por um bom tempo, mas o destino nem sempre martela meu dedo, às vezes ele dá uma boa colher de chá.

E assim conheci o grande amigo Glauco França, que em uma conversa despretensiosa através do Facebook ele acabou me oferecendo gratuitamente um Dismac-8100 com defeito, mas em ótimo estado estético, e apesar de eu ter ficado meio encabulado, obviamente que aceitei de bom grado o presente. A condição única é que eu jamais poderia vendê-lo ou trocá-lo.

E vamos falar a verdade, como recusar um presente destes?

 

Primeiras impressões

Assim que eu o tirei da caixa, percebi que o micro é bem mais leve que um Apple //e, e creio que seja devido ao material da carcaça, que mesmo dada as semelhanças a um Apple II, o material me passou a impressão de ser menos resistente.

O teclado é um show a parte, achei sua estrutura mecânica boa e confortável para digitar. A nível de manutenção só tive que ressoldar o switch da tecla “N” que estava meio solto e troquei o CI 74LS08 pois às vezes o teclado ficava “louco”. Depois destes ajustes, ele ficou em perfeito estado, sem nenhuma falha.

Ao observar a máquina internamente, ela já estava bem limpa. A nível de design, aplicou-se a frase “se você conhece um clone de Apple II, conhece praticamente 90% de todos os outros”.

 Como eu já fui avisado que o micro estava com problemas, chegou a hora de ligá-lo…

 

Ressuscitando a máquina

O Apple II costuma ser o preferido de muitos entusiastas, pois ao contrário do Apple //e e Apple IIgs, ele não possui componentes customizados, sendo praticamente feito por CI’s e outros componentes de fácil aquisição, e se tratando de um clone nacional, percebi algumas pequenas modificações aqui e ali para utilizar CI’s ainda mais comuns ao nosso mercado.

Ao ligar obviamente o resultado não foi dos melhores:

Tela típica de micro antigo com defeito. Como primeira alternativa, corri para trocar algumas as RAMs 4116, foi uma verdadeira “ciranda cirandinha” de CIs, mas a imagem não mudou em nada. Neste momento comecei a ficar um pouco preocupado, pois se o problema fosse em outros componentes, não seria possível testar os CIs pois não tenho equipamentos para isso.

Passei para a segunda etapa, que foi remover cada um dos CIs da placa mãe, limpei tudo com álcool isopropílico e removi a oxidação dos terminais que pareciam mais prejudicados.

Liguei o micro e nada ainda… Então removi completamente a placa e com uma lupa procurei por trilhas partidas e ressoldei partes que pareciam suspeitas. Vi alguns fios que me pareciam ser correção ou alteração de fábrica, e preferi não mexer.

Ainda não deu certo, então parti para a leitura do diagrama do Apple II+ e mais alguns manuais de manutenção, documentos estes facilmente encontráveis e muito conhecidos pelos amantes da plataforma.

No geral toda a leitura foi prazerosa, pois deu para entender muitas partes da máquina e passei a ver o projeto de um Apple II com outros olhos.

Fiz alguns pedidos na lista AppleII_Br, e fui prontamente atendido pelo Eduardo Luccas, caso fosse necessário gravar novas ROMs, e também recebi uma mensagem do amigo Cauã Prado, que me ofereceu por um valor justo (e parcelado) um clone do CPU 6502, uma interface DiskII, uma language card e um drive DiskII original.

Como eu estava praticamente sem nenhum CI extra para testar, achei que já estava na hora de ter alguns em estoque para futuras manutenções, pois eu sempre ficava na mão já que na minha cidade dificilmente se encontra algo.

Fiz um pedido online de quase 100% dos CIs da placa mãe na Compomil, fiquei esperando uma semana e não fui atendido. Achei um absurdo, mandei e-mails e nada também, então nem perdi mais meu tempo e fui atrás de outra loja, e aproveito para não recomendar esta empresa a ninguém.

Depois de procurar um pouco, fiz um pedido de cerca de 90% dos CIs na HIT Componentes Eletrônicos, e o preço me pareceu um pouco mais baixo que a Compomil, apesar de não ter todos os componentes. A vantagem é que fechei o pedido e no dia seguinte já havia sido despachado, ao qual chegou aqui em 2 dias, muito bom.

No fim das contas tive uma bela surpresa com relação aos CIs com problema:

Entre os CIs com problema estava o 74LS139, responsável pelo endereçamento de memória, um 74LS74 e DUAS FILEIRAS INTEIRAS de RAM 4116, o que equivale a 16 CIs de RAM! Como é que duas fileiras inteiras queimaram? Qualquer uma destas memórias 4116 que fossem colocadas no micro deixavam ele louco, travando a máquina com anomalias na tela.

Também tive que trocar o capacitor cerâmico que era ligado ao CI 555, pois o estado de reset ficava constante, e descobri uma trilha partida junto ao terminal deste capacitor.

Mas enfim, eis que ele volta das cinzas:

E para comemorar a volta a vida, tive a ousadia de tirar a película original da placa “Dismac”:

 

Curiosidades

Alguns destalhes neste micro me chamaram a atenção, então se alguém souber responder os motivos, basta postar nos comentários que atualizo o post e dou os devidos créditos, ok?

Como pode ser visto na foto acima, a estiqueta do meu Dismac D-8100 tem o fundo cinza, sendo que em todos os outros que vi até agora e segundo afirmação de outros usuários, o fundo da etiqueta por padrão é preto e a parte colorida é um pouco diferente, além das letras não serem metálicas. Compare com esta foto que peguei de um anúncio do ML:

Dismac-D8100-ML

Outro detalhe é que na verdade o meu Dismac é o modelo D-8105/A, conforme mostra a etiqueta na parte de baixo do micro:

Qual seria a diferença prática destes modelos?

O que posso dizer é que recebi meu Dismac completamente “pelado”, mas ainda tinha uma placa para saída RF, e seu padrão de saída era PAL-M colorido com transcodificação completa, mas tratei de converter para NTSC conforme instruções do site do Eduardo Luccas, pois as cores ficavam trocadas nos jogos. No meu caso só precisei trocar o cristal para 14,31818 MHz e mexi um pouco no trimmer, não precisei mexer em mais nada na placa mãe.

Outro detalhe é que para o sistema ProDOS, além do patch padrão a ser aplicado como em qualquer clone de Apple II, no caso do Dismac é necessário também aplicar o mesmo patch usado nos clones Franklin 1000, caso contrário a máquina trava na entrada. Para destravar a máquina “no braço”, basta pressionar Ctrl+Break e digitar o seguinte no monitor (se a versão do ProDOS for a 1.9, para outras versões o endereço é outro!):

255D: A2 EA EA
2000G

 

Então ele destrava e volta a executar o ProDOS normalmente.

O interessante é que isto ocorre nos clones da série Franklin 1000 porque o sistema erroneamente detecta uma placa de 80 colunas padrão do Apple //e, e o mesmo deve acontecer no Dismac D-8100. Ao aplicar o patch definitivo no disco através de algum software de edição de setores (caso do Copy II+ antigo), lembre-se que o ProDOS deixará de detectar as 80 colunas se for usar em um Apple //e real ou clone (TK3000).

 

Incrementando a máquina

Apesar do site Apple Game Server cumprir maravilhosamente o seu papel em carregar os jogos rapidamente através da porta de áudio, para mim não há como substituir os sons da “orquestra” de um drive DiskII.

Como eu nunca havia realmente mexido em um Apple II+, percebi então os jogos que só funcionam no Apple //e, seja devido a questões de memória (Prince of Persia, Test Drive, Force 7 etc) ou do uso também do modo de vídeo extra (Rampage, Maniac Mansion, Rad Warrior etc). Tudo bem, isso não era problema, pois a grande maioria dos jogos estavam rodando legal, mas um dos meus preferidos (Gemstone Warrior) eu sabia que precisaria de 64Kb de RAM, então foi por isso que aceitei a Language Card que o Cauã Prado me ofereceu.

O detalhe é que a Language Card foi necessária para me ajudar a arrumar o micro, ao qual usei os módulos de RAM dela para testar o micro e acabei deixando por lá, então como resolver o empasse de precisar de RAMs 4116, sendo que eu só tinha várias RAMs 4164 em mãos? Simples, nada que uma pequena modificação não resolva:

         ___  ____                    ___  ____
   -5v -|1  \_/ 16|- Gnd        N/C -|1  \_/ 16|- Gnd
   Din -|2      15|- /CAS       Din -|2      15|- /CAS
   /WE -|3   4  14|- Dout       /WE -|3   4  14|- Dout
  /RAS -|4   1  13|- A6        /RAS -|4   1  13|- A6
    A0 -|5   1  12|- A3          A0 -|5   6  12|- A3
    A2 -|6   6  11|- A4          A2 -|6   4  11|- A4
    A1 -|7      10|- A5          A1 -|7      10|- A5
  +12v -|8       9|- +5v        +5v -|8       9|- A7
         ---------                    ---------

Conforme o “desenho” acima, nota-se que as diferenças entre uma RAM 4116 e 4164 são mínimas. A desvantagem da alteração é que você estará utilizando apenas um quarto da memória, mas ao mesmo tempo terá um CI que esquenta menos pois não utiliza 12V de alimentação.

Para efetuar a adaptação, basta fazer as seguintes alterações no CI 4164: Corte ou levante o pino 1, levante o pino 8 para cima e dobre-o  até chegar perto do pino 9, então solde um fio do pino 8 ao 9 e pronto, basta encaixar no lugar da RAM 4116.

O resultado final é ótimo, funcionando perfeitamente:

Mas como vida de viciado retromaníaco não é fácil, eu havia dado um lance em uma placa Ramex 128, clone da famosa Saturn 128Kb para Apple II. Dei o lance porque foi algo irresistível, paguei US$ 18,00 com frete e tudo, e para minha surpresa, a placa chegou no dia seguinte que testei a Language Card, então tratei de espetá-la no micro, ao qual funcionou de primeira e passou em todos os softwares de testes:

E para finalizar, enquanto uma Applejoy não chega, fiz um adaptador “aranha” de Gameport para Apple II:

E depois de todas estas aventuras, finalmente consegui um “parecer técnico” positivo de uma pessoa ao qual a opinião é muito importante para mim:

Meu filho do meio, Mateus, de 3 anos. Ele adora joguinhos de micros antigos, tanto que assim que chegou o Dismac ele já perguntou: “Papai, vou poder te ajudar a testar?” 

 

Conclusão

Pois é meus amigos, voltei ao mundo Apple II de forma inusitada, e fico profundamente feliz com isso, pois é sem dúvida a plataforma que mais me apeguei no mundo 8 bits, seja graças as peculiaridades do hardware, bem como aos grandes amigos que conheci na comunidade de Applemaníacos brasileiros.

Este Dismac é um micro que me remete uma sensação retrô formidável, além do conforto que o teclado é capaz de proporcionar. E o melhor, estou definitivamente “casado” com esta máquina, já que concordo com o amigo Glauco, onde aquilo que se recebe como um presente, não se vende.

35 comentários

1 menção

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  1. Lisias

    Dica: coloca de volta a language card, e espera a Saturn em outro slot (eu usava o 2, já que na época eu não tinha uma SSC).

    Daí procura um RamDisk pra ProDOS para a Saturn (praga, eu não lembro o nome – eu usava mais para o CP/M).

    128K de RamDisk é show de bola!

    1. Mauro Xavier

      Eu até estava usando as duas juntas e cheguei a testar os 128Kb de RAM Disk, mas não vi muita utilidade, a não ser que eu venha a fazer algo no ZBasic 64K direto na máquina.

      Vi em algumas discussões até que recentes alguns caras tentando aplicar patches em jogos do Apple //e que usam apenas a HGR (não DHGR), para tentar usar os bancos no padrão da Saturn. Alguns estavam tentando também colocar a compatibilidade da Mockingboard no Ultima V para o Apple II+ usando este esquema também (porque a config do som só aparece com 128Kb no //e).

      Enfim, talvez uma hora surja algum maluco que venha a portar alguns jogos do //e que apenas exigia mais RAM, aí pode ser uma finalidade legal para a plaquinha.

      1. Lisias

        O maior problema destes portes é justamente o endereço onde a memória é banqueada.

        No //e, você tem 3 opções de banquamento: Página Zero + Stack + “LC”, e “o resto”. (onde LC são os endereços da ROM e da Language Card). Se você chaveia a LC para o “Alternate”, chaveia a ZP e o Stack junto. Sem choro nem vela. =P

        Já a Saturn empilhou a memória extra toda nos endereços da LC.

        Pra vc adaptar os programas HGR do //e (desde que não usem instruções do 65c02), você vai precisar dessassemblar o código todo e remontar nos endereços acima de $D000 (e construir código de chaveamento). Não tão simples quanto gostaríamos.

        (Quando o Woz reclamou do banqueamento maluco do //e, ele tinha lá suas razões – mas poder chavear a ZP e o Stack abre possibilidades fantásticas, como semi-paralelismo transparente)

        1. Mauro Xavier

          Mas o modo HGR no Apple //e não é o mesmo do Apple II? Não estou falando da dupla alta resolução, apenas da “alta resolução” com 6 cores.

          1. Lisias

            Sim, os modos HGR são os mesmos.

            Mas se o desenvolvedor fez um jogo HGR para o //e, é porque ele usou os recursos do //e que o ][+ não tinha (do contrário ele não teria limitado seu mercado consumidor).

            Logo, ou ele fez uso da memória auxiliar, e/ou do 65c02.

            Como desenvolvedor, eu não usaria 65C02 (por mais práticas que sejam as instruções extras) sem primeiro ter certeza de que eu não poderia fazer o software para ][+. Assumindo que os desenvolvedores da época conheçam tanto (ou melhor) do caqueado quanto eu, eu acho que é seguro afirmar que estes jogos precisam da Memória Auxiliar e, portanto, precisarão ser dessassemblados e relocados para os endereços que a Saturn usa.

          2. Mauro Xavier

            É, pensei mesmo nas questões do 65C02 e da memória auxiliar…

            Mas imaginemos por exemplo que a gente colocasse um 65C02 no Apple II+, e só se preocupasse com a questão da memória… Seria mais fácil, não? Quer dizer, menos difícil…

          3. Lisias

            Pra falar a verdade, na minha opinião, é mais fácil “retroportar” código 65C02 para 6502 que relocar código que precisa da Memória Auxiliar para poder ser usado numa Saturn,

            Imagine o cenário:

            Uma série de rotinas ASM que chamam-se mutuamente estão espalhadas por um bloco de 16Kb na Memória Auxiliar. Mas a LC só comporta 12Kb simultâneos. Teoricamente tem espaço, mas metade da memória precisa ser chaveada em minibancos de 4Kb.

            A solução? Escolher cuidadosamente qual código vai para os 8Kb fixos, e quais podem ir pros dois de 4Kb (e socar código pra comutar banco em algum lugar do banco de 8kb!).

            Outro cenário:

            Uma rotina de 4Kb precisa de uma série de tabelas que juntas somam 20Kbytes. E agora josé? =P

            Possível solução: usar três bancos da Saturn, copiar o código de 4Kb nos minibancos A destes bancos (com código para comutar banco sempre que necessário) e dividir as tabelas (se possível) em três blocos de 8 Kbytes.

            E por aí vai. :-)

          4. Mauro Xavier

            Resumindo…

            Fodeu… ahahahahha

  2. Daniel Campos

    Parabéns, Mauro por recuperar mais esta máquina!
    Nada dá mais prazer que ver uma criança dessas funcionando novamente.

    Abs,
    Daniel

    1. Mauro Xavier

      Olha, apesar do post não ter transparecido esta ideia, esta foi uma das máquinas que mais me deram trabalho para colocar para funcionar, mas foi uma experiência ótima para ler mais sobre a arquitetura do hardware do Apple II, e me apaixonar ainda mais pela plataforma.

      Ela fica aqui do lado do meu micro principal, em um posto merecido 😉

  3. Louis Lipp

    Uau! Fiquei até emocionado de ver a pelicula sendo removida!
    Diferenças que observei:
    -nao tem teclas pra baixo/cima
    -nao tem as teclas da maçã
    -tem teclado numerico
    -tem uma tecl RPT ?
    -tem shift mas nao tem caps lock
    -8 slots? nao lembro de 8..
    []’s e parabens!

    1. Mauro Xavier

      Remover a película me emocionou também 😉

      Note que o Dismac-8100 é um clone do Apple II+, e não do Apple //e como é o TK3000, então ele realmente tem estas diferenças no teclado:

      – Não possui tecla para cima e para baixo (os jogos costumam usar o A e Z)
      – Não existem as teclas da maçã
      – Não tem auto repeat no teclado, obrigando o usuário a apertar a tecla REPT para disparar e repetir a última tecla pressionada
      – Não existem letras minúsculas por padrão, mas o Dismac implementa isso ao ficar pressionando Shift, ou ao usar a tecla branca em softwares que usem o recurso
      – Existem oito slots porque o slot 0 é onde fica a expansão de RAM. Seria vulgarmente equivalente ao slot auxiliar do Apple //e

      E o teclado numérico foi cortesia da Dismac e muitos outros clones da época, creio que as teclas estão mapeadas diretamente às equivalentes ao lado esquerdo, não devem ter o scancode diferente.

      Abraços.

  4. Claudio H. Picolo

    Emocionante ver um Apple II de volta à ativa depois de tantos anos.
    Nem é questão de ser ou não entusiasta ou saudosista.
    O fato é que esses primeiros microcomputadores eram feitos para durar.
    Para quem curte os jogos da época, diversão garantida por muito… muito tempo.
    Parabéns pela restauração!

    1. Mauro Xavier

      Pois é, nada de “obsolência planejada”, estes micros são de uma época contrária a isso, onde aquilo que era produzido era feito pra durar.

      E o melhor, como não usa componentes customizados, fica fácil prestar manutenção se precisar. É quase que um micro pra vida inteira.

      E tirando os jogos casuais, alguns títulos, com as devidas proporções, são bem complexos, caso da série de RPG ULTIMA, principalmente o IV e V, por exemplo.

      Obrigado pelo comentário!

      1. Lisias

        Cara, falando em Adventures…

        Não deixe de conferir the Dark Crystal, Neverending Story e Kabul Spy. Valem muito a pena.

        (O Neverending mais pelos gráficos, os outros dois pela história).

        Vou deixar o Alpine Encounter de lado, porque este há é figurinha fácil. =D

        (Ah, sim! The Swiss Family Robinson também é interessante!)

        1. Mauro Xavier

          Opa, vou analisar estes títulos!

          Obrigado pelas recomendações!

  5. Lisias

    Deu saudades do meu D8100. Será que ele sobreviveu à todos estes anos no sotão da casa dos meus pais?

    1. Mauro Xavier

      Sinceramente acho que ele deve estar lá te esperando…

  6. Glauco França

    Parabéns pelo maravilhoso trabalho feito nessa maquina !!! Mas fico feliz que o Dismac tenha achado um pai a sua altura te admiro de montao se tivesse 1000 desses mandaria com todo o gosto pra vc

    1. Mauro Xavier

      Opa, meu irmão!

      Agradeço de coração por esta máquina, e pode deixar que ela sempre ficará por aqui, muito bem guardada, e muito bem utilizada 😉

      Grande abraço!

  7. george

    Cara, você é bom nisso!

    Por que não abre uma assistencia tecnica de recuperação de micros antigos?

    Parabéns pelo blog!

    1. Mauro Xavier

      Olha, até pensei nisso, mas eu precisaria de equipamentos que hoje não tenho condições de comprar, como um gravador de EPROM, osciloscópio e testador TTL…

      … Quem sabe um dia.

      Abraços e obrigado pelo comentário!

  8. Oscar A. Koepke

    Olá Mauro Xavier.

    Fico muito feliz e contente que tenhas reparado o micro….participei das mensagens na lista sobre o reparo mas não tinha vsito a solução, somente hoje!

    Vou conferir o meu D-8100 na placa em baixo e verificar o modelo pra ver se é igual ao seu, como veio sem a tampa superior(tenho q ver uma maneira de reproduzir uma, tenho umas 2 de um ‘apple II plus’ e um ‘apple II TN’ nacionais(ambos milmar depois virou elppa lembra…), mas a do dismac é um pouco mais curta na parte que encaixa perto do teclado é so cotar, além de fixar com dois velcros). Pedi um adesivo deste logo da tampa pro Claudio Moises….

    Assim q ver te envio os ados e fotos….

    Abraço, Oscar

    1. Mauro Xavier

      Opa, confere lá e me diz qual é o teu modelo, para eu saber se este meu Dismac-8105/A é raro como dizem 😉

      1. Oscar Arthur Koepke

        Desculpe a demora. O meu também é Dismac 8105/4 sendo o 5 carimbado como os numeros de serie nr. 51003756, estou também enviando várias fotos por e-mail. Abraço, Oscar

  9. Cauã Moura Prado

    Mais uma jóia rara da “Lei de Informática” viva novamente.

    Eu fiz essa mesma gambiarra com as memórias 4164 mas usei soquete torneado pra não comprometer a estética da placa.
    Quanto a usar só um quarto da capacidade da memória, no big deal, é só isso que ela precisa mesmo.
    Parabéns pela máquina e pelo empenho em consertá-la. Te desejo muitas horas felizes de retrocomputação na frente do seu Dismac.

  10. Wesley Camargo

    Ola Mauro, fico feliz pelo pelo retorno, esta lindo este dismac, ja passei pelo que vc passou de no aperto ter que vender tudo que tinha de micros e agora venho as poucos programando quais serao meus micros favoritos, aqueles que nao venderei nem que caia ouro do bolso alheio..rs…Mas agora a coisa para comprar ficou feia, subiu tudo e antes muitos a gente adquiria mais por curiosidade de aprender como usar , conhecer os limites e qualidades de cada um e como saiu num preço bom na epoca da compra depois de curtir desencanava e vendia, é …mais agora deve-se pensar bem antes de vender. Parabens por mais este artigo e pelo Dismac. grande abraço.

    1. Mauro Xavier

      Pois é, agora temos mesmo que pensar mil vezes antes de vender, porque está ficando cada vez mais difícil de comprar e o mercado retrô está cada vez mais inflacionado, e esta realidade não é só em nossas terras tupiniquins, veja o eBay dos EUA, Espanha, UK, Alemanhã etc, na maioria das vezes, o valor está bem salgado com relação micros “vintage”.

      Mas como já tive alguns, já sei aqueles que provavelmente não pretendo ter novamente, não porque não tenha gostado, mas por perceber que no final das contas foram os que usei menos depois de tê-los.

      Grande abraço!

  11. Ruy Acquaviva

    Em 1987 eu comprei meu primeiro micro, um expert (MSX). Durante uma semana fiquei em dúvida entre comprar um MSX e um Apple. O modelo que eu estava considerando era exatamente esse Apple II+ da Dismac. Não me arrependi de ter escolhido o MSX até porque a compatibilidade de formato de disco com o PC me permititu desenvolver em Turbo Pascal no Expert e recompilar os fontes nos PCs da Universidade. O único efeito colateral era que meus programas usavam apenas a metade esquerda da tela nos PCs porque o MSX tinha apenas 40 colunas.
    Mas até hoje acho o Dismac um dos mais atraentes clones de Apple II feitos no Brasil. Por isso mesmo achei fascinante essa saga épica para ressucitar um exemplar desse simpático clone brasileiro dos bons tempos. Parabéns pelo trabalho com o Dismac e pelo post.

  12. Fabio Andre Mattes

    Bom dia.
    Tenho um Dismac D8100, que comprei quando do lançamento da máquina. Guardado a vários anos, fui tentar recuperá-lo, pois adorava aquela máquina. Minha surpresa foi encontrar as placas intactas, mas a maioria dos CI´s estavam com terminais enferrujados ou partidos. como posso encontrar uma relação dos CI´s desta máquina e sua posição na placa?
    Conseguem me ajudar?

    1. Mauro Xavier

      Existem algumas placas do Dismac que são diferentes… Em todo caso, segue abaixo a tabela do meu:

      Posição..Tipo
      C03......4116
      C04......4116
      C05......4116
      C06......4116
      C07......4116
      C08......4116
      C09......4116
      C10......4116
      D03......4116
      D04......4116
      D05......4116
      D06......4116
      D07......4116
      D08......4116
      D09......4116
      D10......4116
      E03......4116
      E04......4116
      E05......4116
      E06......4116
      E07......4116
      E08......4116
      E09......4116
      E10......4116
      A02......74LS00
      F01......74LS00
      A12......74LS02
      B13......74LS02
      B14......74LS02
      C11......74LS04
      B11......74LS08
      H01......74LS08
      B12......74LS11
      F12......74LS138
      F13......74LS138
      H02......74LS138
      H12......74LS138
      F02......74LS139
      A09......74LS151
      C01......74LS153
      E11......74LS153
      E12......74LS153
      E13......74LS153
      D11......74LS161
      D12......74LS161
      D13......74LS161
      D14......74LS161
      A03......74LS166
      B05......74LS174
      B08......74LS174
      A10......74LS194
      B04......74LS194
      B09......74LS194
      D02......74LS20
      E02......74LS02
      H14......74LS251
      A08......74LS257
      B06......74LS257
      B07......74LS257
      C12......74LS257
      J01......74LS257
      F14......74LS259
      E14......74LS283
      C14......74LS32
      H03......74LS367
      H04......74LS367
      H05......74LS367
      C13......74LS51
      A11......74LS74
      B10......74LS74
      J13......74LS74
      A14......74LS86
      B01......74S175
      C02......74S195
      B02......74S86
      A13......CA555
      B03......CA555
      J13......CA741
      A14......HEF4066
      H10......MC8T28P
      H11......MC8T28P
      H13......NE558N

      1. Fabio Andre Mattes

        Olá Mauro.

        Muito obrigado pelo auxílio.
        Vou cotar todas estas peças, para tentar recuperar o meu.
        Prometo postar os resultados obtidos.
        Obrigado, um grande abraço

  13. Luiz

    Parabéns pelo excelente trabalho, vou procurar se ainda tenho joguinhos, wordstar, visicalc e visidesc para te mandar!

  14. Andre

    Boa noite Mauro, parabéns pelo site e as informações tão bem explicadas. Bem, encontrei recentemente o meu antigo Dismac modelo 8106 A e a etiqueta é a colorida como a sua. Ele liga mas faz um som de bip, depois não testei mais. Está na caixa original, se puder mandar as fotos, seria até mais interessante. Ainda existe mercado para ele, ou seja, pessoas colecionadoras que se interessem em adquirir maquinas como esta? Estou disposto à vendê-lo, mas para pessoas que realmente conheçam e valorizem estas máquinas. Agradeço pela atenção.

    1. Mauro Xavier

      Procure no Facebook a comunidade de Apple II e ofereça seu Dismac por lá, tenho certeza de que encontrará um bom comprador.

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