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out 10 2012

Raspberry Pi: Introduzindo a “Retrocomputação moderna”

Este texto marca o início de uma série de posts sobre este pequeno e notável hardware: o Raspberry Pi.

Sem sombra de dúvida alguma, ele representa uma nova onda que posso chamar de “retrocomputação moderna“, abrindo portas para a realização de projetos criativos e fomentando uma comunidade forte e ativa em torno da plataforma.

Neste post irei falar um pouco sobre a arquitetura do hardware, algumas possibilidades, projetos, dicas e principalmente, alguns cuidados que devem ser observados.

 

Introdução e histórico: a explosão inicial

O Raspberry Pi é um microcomputador inteiro presente em uma pequena placa do tamanho de um cartão de crédito. Ele foi desenvolvido no Reino Unido pela “Raspberry Pi Foundation” com a intenção de estimular o ensino básico de ciência de computação nas escolas.

O projeto faz referência a duas versões do hardware, o modelo A e B, ao qual o primeiro modelo oferece funcionalidades reduzidas, com apenas uma porta USB, sem conector RJ45 (rede) e com apenas 128 Mb de RAM, mas a um preço de 25 dólares, enquanto o modelo B é oferecido por 35 dólares, possuindo duas portas USB, conector RJ45 e 256 Mb de RAM. Atualmente o modelo A ainda não foi lançado, mas sabe-se que houve uma alteração no projeto e ele deverá possuir também 256 Mb de RAM.

Em agosto de 2011, cinquenta placas em versão alpha foram produzidas. Estas placas possuíam as funcionalidades idênticas ao modelo B, mas eram fisicamente maiores para acomodar os conectores para debug. As demonstrações da placa mostravam um desktop rodando o ambiente LXDE em um Linux Debian, o jogo Quake 3 sendo executado na resolução de 1920×1080 (1080p) e um vídeo MPEG-4 rodando em FullHD através da porta HDMI.

Em Outubro de 2011 uma versão de desenvolvimento do RISC OS 5 foi mostrada em público, e imagino que para os fãs do Acorn Archimedes isso foi um prato cheio.

Outras placas de testes foram produzidas em Dezembro de 2011 acompanhando mais demostrações, e na primeira semana de 2012 as primeiras 10 placas foram vendidas no eBay a fim de levantar capital para a fundação.

Com o design final estabelecido, as placas em seu primeiro lote foram produzidas em Taiwan e na China, a fim de reduzir custos e diminuir o tempo de produção.  Apesar de todo o esforço para lançar o produto o mais rápido possível, alguns atrasos ocorreram e na verdade isso começou a gerar uma febre nos usuários.

Para se ter uma ideia do volume do interesse público, os servidores das empresas responsáveis pelas vendas dos primeiros lotes tiveram problemas em manter a demanda de usuários que insistentemente ficavam atualizando a página pressionando F5 esperando o link para clicar em comprar. Se você acha que isso era neurose dos entusiastas, saiba que o primeiro lote foi vendido em poucos minutos e cerca de 100.000 pedidos de pré-venda foram efetuados em um único dia. Até setembro de 2012, aproximadamente 500 mil placas já foram vendidas.

A coisa ficou tão séria que atualmente as placas estão sendo produzidas no Reino Unido pela Sony, alcançando uma produção de 30.000 placas por mês a fim de atender melhor a demanda e possibilitando a venda em lotes para os usuários e empresas interessadas.

 

Especificações do hardware

Neste post vou me apegar especificamente ao modelo B, que é a placa atualmente sendo produzida, e é obviamente a que tenho em mãos.

As especificações do hardware seguem abaixo, e irei explicar alguns detalhes adiante.

  • SoC (System on a Chip) Broadcom BCM2835, que inclui:
    • CPU ARM1176JZF-S de 700 MHz (que pode receber overclock oficialmente)
    • GPU VideoCore IV, compatível com os padrões OpenGL ES 2.0, h.264 / MPEG-4 AVC em 1080p, tanto codificação quando decodificação. Para a execução de vídeos MPEG-2 e VC-1 é exigida licença avulsa.
    • 256 Mb de RAM
  • 2 portas USB 2.0
  • Conector para cartão SD
  • Conector RJ45 para rede 10/100
  • Controle de dispositivos acessados em baixo nível:
  • Saída HDMI com suporte para vídeo até 1080p e áudio digital
  • Saída de vídeo composto através de conector RCA
  • Saída de áudio analógico através de conector para plugue P2
  • Dimensões: 85,60 mm × 53,98 mm
  • Peso: 45 gramas

Para quem não entendeu muito do que está escrito acima, vamos imaginar que o Raspberry Pi pode chegar na força bruta da primeira versão do console Xbox, desde que com software otimizado para a tarefa. Quem já teve um console destes, sabe do que estou falando a nível de jogos e emulação.

Com relação a memória, apesar de acusar que o hardware possui 256 Mb de RAM, a memória é divida entre o CPU e o GPU, isto é, você deve escolher na configuração do sistema a proporção desta divisão. Para obter a aceleração de vídeo em alta definição é recomendado ao menos 64 Mb para a GPU, portanto, o sistema terá disponível apenas 196 Mb de RAM.

Frente ao PC estas especificações parecem tímidas, mas vamos nos lembrar de seu preço e principalmente do foco de uso, e é neste ponto que ele brilha soberano.

Atualização dia 15/10/12: A partir desta data, o modelo B do Raspberry Pi passou a ser comercializado com 512 Mb de RAM.

 

Software: mas que sistema roda nele?

Antes que seja lançada esta pergunta, já começo dizendo que não roda Windows!

Abaixo segue a lista dos sistemas operacionais que rodam no Raspberry Pi, foram portados ou estão em processo de portagem:

Como se pode ver, opções é que não faltam para os mais diversos tipos de finalidade e experiência do usuário.

Um ponto importante a ser explicado sobre os sistemas que rodam atualmente no Raspberry é a respeito da performance. Alguns utilizam melhor o hardware e tem otimizações, enquanto outros ainda sobrecarregam o CPU sem utilizar uma aceleração eficiente provida pelo hardware. A tendência é que isto venha a melhorar para a maioria dos sistemas, o que irá depender da desenvoltura dos programadores e da boa vontade da Broadcom, que infelizmente não tem boa fama em divulgar especificações e kits de desenvolvimento para seu hardware.

Por exemplo, o Debian padrão para o Raspberry não utiliza cálculos aritméticos de ponto flutuante via hardware, então para isso surgiu o Raspbian, que é uma versão do Debian “wheezy” otimizada para utilizar o ponto flutuante via hardware, com isso ganhando um desempenho de até 40% a nível geral.

E mesmo assim com as melhorias dos sistemas que usam o ponto flutuante via hardware, ainda há vários programas que não utilizam o GPU com efetividade, não sendo capazes de prover aceleração 2D ou 3D. A chave para o aumento gradativo da performance do sistema será quando grande parte dos softwares passarem a utilizar as porções específicas do hardware.

A verdade é crua e precisa ser dita, o Raspberry Pi é um projeto e tanto, mas a nível de software pode exigir um pouco mais do usuário, mas creio que este é o objetivo da coisa. Se ele foi feito para fomentar o conhecimento computacional científico, então não espere por algo tão “feijão com arroz” como “clique aqui e pronto”.

Basta ter um pouco de conhecimentos em Linux, e se você nunca mexeu com Linux, então é bom ler um pouco antes de se aventurar para não sair chutando tudo quando algo não der certo.

Acredite, eu mesmo apanhei um pouco para compilar e executar algumas coisas em meu querido Raspberry Pi, e sinceramente, isso por mais que às vezes me estressasse acabou se tornando um hobby e tanto, pois acabamos nos vendo obrigado a ler algumas coisas e trocar experiências com outros usuários. E digo mais uma vez, este é o foco do projeto, não é mesmo?

 

O que dá pra fazer com ele?

Esta é a pergunta milionária, e a primeira resposta que me vem a cabeça é:
-“A imaginação é o limite!”

O Raspberry Pi vai além do básico que qualquer distribuição Linux moderna é capaz de fazer, como se tornar um servidor de arquivos, um servidor de página web, um servidor de rádio online, uma central de multimídia e assim por diante. Todos os dias estão surgindo projetos de tudo quanto é tipo para se utilizar o Raspi (nome para os íntimos), desde controle de fermentação de cerveja caseira (WTF?) até a emulação do console SNES com direito a usar os controles originais:

Através de sua porta de entrada e saída para propósitos gerais (GPIO) é possível se comunicar com o mundo externo, seja enviando ou recebendo informações, e de acordo com a experiência do usuário e desenvolvimento de placas externas é possível executar inúmeros projetos, incluindo automação residencial, computador de bordo para carros, sistemas de segurança e muito mais. E não vamos nos esquecer de que como o Raspberry Pi é um microcomputador completo, todos estes projetos podem até mesmo serem controlados via web de qualquer parte do mundo.

Seu pequeno tamanho abre horizontes incríveis para personalizações diversas, como por exemplo, que tal colocar o Raspi dentro de um Commodore 64?

Achou pouco? Então se você é um tipo de usuário que gosta de retrocomputação pra valer, pense novamente, pois graças a porta de vídeo composto podemos ter não apenas a emulação, bem como a sensação de se estar utilizando alguns micros clássicos.

E para esnobar, a saída de vídeo composto pode exibir qualquer padrão conhecido, isto é, desde o PAL-BGHIDPAL-NNTSCNTSC-J e até mesmo o nosso PAL-M.

Confira abaixo algumas fotos e detalhes dos micros que consegui emular até o momento:

Commodore 64 através do emulador VICE. Execução perfeita em todos os aspectos, pode enganar até mesmo o mais experiente dos usuários. Para rodar o áudio do SID com fidelidade plena é necessário recorrer a um overclock mediano.

 – ZX Spectrum 128 através do emulador Fuse. Execução perfeita com possibilidade de áudio em estéreo, contando até mesmo com a emulação de várias versões da plataforma incluindo os famosos clones, interfaces e jogos russos.

IBM PC XT, 286, 386 e Tandy 1000, através do emulador DOSBox. Se ajustado corretamente, a emulação é perfeita, com direito a áudio completo de uma Sound Blaster, som FM e tudo mais, mas não queira rodar jogos que exijam um 386 com clock mais alto. No caso do Tandy 1000 a emulação é a mais convincente possível.

Apple //e através do emulador linapple. Execução boa, mas a temporização e qualidade do áudio deixam a desejar, mesmo com a possibilidade de emulação de uma mockingboard. A utilização de disco rígido e drive de disquetes se comportou de forma bem fiel. O maior ponto positivo foram os menus que são de fácil utilização.

Amiga 500 através do emulador uae4all. Roda muito bem as imagens de disquete no formato ADF, e apesar de alguns jogos não terem sido executados, tudo o que foi possível rodar apresentou uma excelente performance e bom nível de fidelidade.

Ainda no foco de emulação, foi possível executar jogos de arcade através do MAME, e consoles como SNES, NES, PC Engine, Master System, Gameboy, Gameboy Advance e até mesmo Playstation 1, alguns com ótima fidelidade, outros nem tanto. Mas no caso dos consoles e outros jogos, deixarei estes detalhes para um outro post.

Agora o esquema que mais gostei (e que ainda pretendo fazer) foi o elaborado pelo genial Ben Heck. Ele colocou o Raspberry Pi dentro de um case de madeira, personalizou a arte, colocou um teclado, instalou um conector para utilizar esquemas eletrônicos, e ainda manteve um estilo retrô que remete ao BBC Micro. Veja a foto:

Pois é, e tudo o que mostrei é apenas a ponta do iceberg, não representa nem 5% das possibilidades. Creio que agora dá para entender quando afirmei que a imaginação é o limite, não é mesmo?

 

O que não se deve esperar dele

Tudo bem, o querido Raspi é capaz de acessar a internet, mas não fique achando que será tudo tão rápido quanto seu desktop.

No caso do Linux Raspbian, ao usar o modo gráfico a velocidade no geral é tolerável, mas sites mais pesados como este próprio que vos escreve, a coisa pode ficar tensa.

Ao lado direito da barra de tarefas tem um gráfico de uso do CPU, que facilmente atinge o topo de processamento, e neste momento pode esperar um pouco até normalizar, chegando a travar o mouse até que o CPU seja liberado. O overclock ajuda, mas não espere por estabilidade se não estiver usando uma fonte adequada e dissipadores (explico no tópico abaixo).

É muito interessante ver um ambiente gráfico rodando em 1920×1080 em um hardware destes, mas com 196 Mb de memória (pois 64 Mb em meu caso deixei para o GPU), não dá para esperar por um milagre.

Atualização dia 15/10/12: Creio que com o modelo mais recente de 512 Mb de RAM a coisa deve melhorar, mas o CPU ainda estará na equação de estrangulamento do desempenho.

Existe a solução chamada “Instant WebKiosk“, que nada mais é que uma distribuição Linux totalmente otimizada para carregar somente o browser, indicada para ambientes de acesso público a internet ou algo do gênero, mas ainda não testei esta distro para ver se a melhoria de performance é válida ou tão perceptível assim. Fica para um post futuro.

Não fique imaginando que o modo gráfico pode ser usado e abusado mantendo uma velocidade impecável. Algumas tarefas gráficas podem exigir um pouco mais de paciência.

Tenho que admitir que o poder do Raspberry está no terminal de texto puro.

 

Cuidados especiais e dicas

Para aquele usuário mais ousado e que realmente irá testar o Raspberry de todas as formas possíveis, creio que esta parte do texto é dedicada principalmente a você a fim de preservar sua sanidade (e seu investimento).

Primeiramente, não use fontes USB de procedência duvidosa, principalmente aquelas “xing-ling”, desconfie se o preço de uma for baixo demais. Procure fontes de pelo menos 1000mA, e se for usar overclock constantemente, recomendo 1500mA.

Se já não bastasse ter que procurar por uma fonte legal, você pode ainda estar sujeito a fontes falsas de qualidade precária, que na pior das hipóteses, podem queimar seu Raspberry! 

E mesmo que a amperagem da fonte seja suficiente, verifique com o equipamento ligado se o Raspberry está recebendo a voltagem correta, que deve ficar o mais próximo possível de 5V, oscilando no máximo 5%. Na placa existem os pontos chamados TP1 e TP2, que são feitos exatamente para esta finalidade, basta usar um multímetro para conferir o resultado:

As portas USB também merecem atenção especial se você for utilizar dispositivos que exijam mais de 100mA. E apesar de existirem algumas alterações no hardware que podem ser feitas para contornar esta questão, esteja ciente de que com isso você perderá a garantia e estará arriscando o hardware a trabalhar fora de sua especificação.

É fortemente recomendado que ao utilizar HDs, ventiladores ou qualquer outra parafernália USB que exija mais energia, dê preferência a ligar um hub USB que possua alimentação externa própria.

Caso você fique com dúvidas de qual periférico (monitor, fonte, teclado etc) é compatível ou recomendado para usar junto a seu Raspberry Pi, basta acessar esta tabela.

Você deve ter notado que citei várias vezes a palavra “overclock”, e tenho certeza de que em algumas pessoas isso causa arrepios, mas no caso do Raspberry Pi o overclock oficial se tornou possível em atualizações posteriores do software, pois se o processador chegar a 85 graus ou próximo disso, o sistema irá retornar a velocidade e voltagem padrão para resfriar o mais rápido possível, sem causar danos ao hardware e sem quebrar a garantia.

Através de seu configurador temos atualmente 5 níveis de overclock:

  1. None” – 700 MHz ARM, 250 MHz core, 400 MHz SDRAM, 0 overvolt,
  2. Modest” – 800 MHz ARM, 300 MHz core, 400 MHz SDRAM, 0 overvolt,
  3. Medium” – 900 MHz ARM, 333 MHz core, 450 MHz SDRAM, 2 overvolt,
  4. High” – 950 MHz ARM, 450 MHz core, 450 MHz SDRAM, 6 overvolt,
  5. Turbo” – 1000 MHz ARM, 500 MHz core, 500 MHz SDRAM, 6 overvolt

E pode parecer supérfluo o ganho referente entre 700 Mhz para 1 Ghz, porém, lembre-se de que o hardware é baseado em um “System on Chip”, onde as velocidades estão divididas em clocks distintos em cada parte da arquitetura, e com o acréscimo do clock da RAM e core (que inclui o GPU e cache L2 de todo o bloco), o sistema no geral recebe um ganho mais expressivo do que apenas aumentar a velocidade do CPU, portanto, no modo “Turbo” o Raspberry Pi chega a ter 56% de ganho, o que definitivamente não é pouca coisa se tratando de overclock. Seria o mesmo que pegar um PC e efetuar um overclock no CPU, placa de vídeo e barramento da memória RAM, simultaneamente.

Mas segundo experiências de diversos usuários, não são todas as placas que possuem a mesma receptividade para overclock, porém, grande parte acusou sucesso absoluto na velocidade de nível médio.

Em uma prova geral de aquecimento, o site Geektopia fez um ótimo artigo mostrando as diferenças de temperatura em diversos tipos de utilização do Raspi. Analisando uma das fotos deste site podemos notar os pontos de maior aquecimento, veja:

Então fica a dica, se você for utilizar overclock no modo “Turbo” pra valer, de forma contínua, tenha a melhor fonte possível, teste a voltagem nos pontos TP1 e TP2 e coloque pequenos dissipadores nos três pontos em questão, que representam respectivamente o regulador de voltagem, o SoC e o CI responsável pelas portas USB e rede. Abaixo um exemplo de um Raspi com dissipadores nos locais adequados:

Outra coisa que deve-se ficar atento é ao desligar o Raspberry. Não fique brincando de puxar ele da tomada sem desligar o Linux corretamente (o comando “sudo halt” faz o serviço), pois logo você poderá ser presenteado por uma bela corrupção no sistema de arquivos, que pode até ser corrigida usando o cartão SD em outra distribuição Linux, mas dependendo do grau do problema, pode te obrigar a instalar todo o sistema do zero e você sequer conseguirá ler o que estava antes presente no cartão.

Eu mesmo perdi duas vezes o sistema de arquivos mas foi possível corrigir o problema através do Ubuntu usando o comando “fsck.ext4“, mas li relatos de usuários que não tiveram tanta sorte. No meu caso a corrupção ocorreu porque brinquei com o overclock em modo turbo em testes com o Quake 3 Arena com uma fonte de 1000mA. Ganhei alguns resets, travamentos e por fim o cartão não bootava mais, exigindo a reparação dos arquivos.

E agora vai a recomendação mais importante: Cuidado ao utilizar as portas GPIO!

Por padrão o Raspberry Pi utiliza a tensão de 3.3V em suas portas de dados, então se utilizar por engano 5V você pode queimar a porta, ou com um pouco menos de sorte, o hardware inteiro. E não adianta reclamar, pois a placa não possui proteção contra isso.

Se você não tem nenhum tipo de conhecimento em eletrônica, estude bem antes ou peça para algum amigo executar o projeto que deseja, pois apesar de ser um hardware voltado para estudo e expansividade, o Raspberry possui sua fragilidade e limitações que devem ser respeitadas.

Para conhecer todos os detalhes a respeito das portas, conceitos eletrônicos e utilização de periféricos em nível mais baixo, acesse este link.

 

Pelado, pelado… Nu com a mão no bolso…

É fato que o Raspberry Pi vendido em sua forma padrão vem totalmente “pelado”, isto é, somente a placa. A fonte, cartão SD e demais itens deverão ser adquiridos separadamente.

Então se você quer confiabilidade, procure comprar cartões SD de boa procedência, boa marca e velocidade adequada, ao qual recomendo os cartões de classe 10.

Eu no momento utilizo um cartão básico que paguei um valor quase irrisório, é um Transcend 16Gb SDHC Classe 10, que veio no blister e tudo mais e roda muito bem, mas antes confirmei com o vendedor seu número de série e verifiquei a compatibilidade na lista de equipamentos recomendados, afinal, eu não queria ser surpreendido por uma má performance, travamentos, corrupções de arquivos ou outras incompatibilidades, e isso pode acontecer dependendo do cartão.

Perceba na foto acima a diferença do tamanho da caixa que veio meu Raspberry em relação ao blister do cartão SD.

Caso não tenha a intenção de fazer estripulias ou utilizar seu Raspi dentro de algum equipamento, creio que seja indicado adquirir o quanto antes um case para ele. As opções são tantas que até mesmo eu ainda estou na dúvida de qual deles me agrada mais, veja esta tabela e irá entender. Opção é o que não falta, dá pra se perder no meio da pesquisa, e ainda para surtar um pouco mais, toda a semana que acesso a tabela aparecem mais opções!

Alguns cases são oferecidos a valores irrisórios oscilando entre 5 dólares, outros entretanto passam de 70 dólares, o dobro do valor do próprio hardware! Cada case tem uma proposta diferente, uns são bem genéricos e parecidos, outros são verdadeiros shows à parte.

Analise bem qual deles irá comprar, pois há diferenças de material, encaixe e objetivo. Alguns fecham completamente o equipamento e podem dificultar o fluxo de ar, o que não é indicado aos overclockers, enquanto outros não possuem saídas para os conetores flat e GPIO. Existem aqueles feitos para serem presos atrás de televisores de alta definição, outros que são transparentes, alguns bem coloridos (hum…) e assim por diante.

O importante é que se você for utilizar seu Raspberry Pi como dispositivo móvel, um case se torna indispensável para a proteção do aparelho.

 

Onde posso comprar o Raspberry Pi?

Isso vai do quanto você quer pagar e da segurança que deseja ter.

Se quiser o menor preço, talvez ao importar você tenha mais chances de sucesso na economia (se não for taxado).

Mas se quiser ter a garantia total de um fornecedor, esteja ciente de que no Brasil ele é vendido oficialmente pela Farnell Newark, e o equipamento vem com nota fiscal como manda o figurino. Esta foi a modalidade que optei e acho que foi uma boa pedida, mesmo que tenha saído mais de 4 vezes o valor pago no país de origem.

E não ache que está tão salgado assim o preço pago oficialmente em nossas terras tupiniquins, pois no eBay ou nos EUA o valor dele está longe dos 35 dólares (este preço só no Reino Unido!), que se somar ao pagamento do frete e chances de ser taxado, além da falta de garantia, compensa parar para pensar a respeito.

 

Conclusão

Como disse no começo deste texto, o que escrevi agora marca apenas o início de muitos outros posts que irão surgir sobre o fantástico Raspberry Pi.

Desta vez não cobri maiores detalhes técnicos, ao meu ver dei apenas uma “pincelada” básica em alguns conceitos, nada além disso.

Portanto, aguardem por posts com instruções detalhadas de instalação, configuração e utilização de software e até mesmo de placas externas. Assunto para este equipamento fascinante é que não irá faltar.

A retrocomputação voltou com força total… Longa vida ao Raspberry Pi!

50 comentários

2 menções

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  1. Juan Siaba

    Grande matéria Mauro, tudo que eu queria saber sobre o Raspberry Pi foi dito aqui, parabéns!

    Será que você pretende disponibilizar um pacote com all-in-one dos emuladores para a galera não tão íntima com o Linux assim >:-)

    ][s Juan

    1. Mauro Xavier

      Olá!

      Acho que o Raspberry Pi precisa de mais enfoque em nosso país, então para colaborar de alguma forma pretendo disponibilizar tudo quanto é material possível em bom português brasileiro 😉

      Estes materiais serão desde tutoriais passo a passo, arquivos prontos para instalação, repositórios para o Raspbian e mais adiante, quem sabe, uma imagem PRONTA com tudo configurado, bastando copiar pra dentro de um cartão SD, mas obviamente sem ROMs.

      Terei um belo chão pela frente, porque tem muita coisa legal e as possibilidades são praticamente ILIMITADAS.

      Obrigado pelo comentário!

  2. Melo Jr

    Ola! Otima materia. Parabens! Eu desisti do raspberry – preco acima do divulgado e problemas nos correios, como sempre – e adquiri um mk802. Ja usou um desses? Facil de achar – inclusive os clones – preco muito bom, hardware “poderoso” e muitas distribuicoes disponiveis tambem…

    1. Mauro Xavier

      Meu interesse no Raspberry Pi foi principalmente por causa da porta GPIO e saída de vídeo composto a fim de simular uma experiência mais fiel a nível da emulação dos micros e consoles antigos, além da comunidade forte em cima do hardware, mas sem dúvida o MK802 também é uma ótima opção, voltada para um esquema um pouco mais moderno, além do benefício de poder rodar o Ubuntu devido ao CPU mais moderno com arquitetura ARMv7.

      Só não fui atrás do MK802 porque li alguns relatos de morte súbita do aparelho, e por ter saída exclusivamente HDMI acabou me afastando da possibilidade de fazer um MOD legal dentro de algum micro antigo.

      O preço do Raspi não está acima do divulgado, o valor é realmente de 35 dólares, mas apenas no Reino Unido, que é seu local de origem. Como exposto no texto, mesmo nos EUA o valor é mais alto, no Brasil então, nem se fala.

      Mas preferi investir um pouco mais e comprar por aqui mesmo, pelo menos fico mais tranquilo com a garantia.

      Obrigado pelo comentário!

  3. Luiz Eduardo

    Mauro,
    Como sempre, mt boa a matéria. Parabéns!
    Legal ver como vc está se divertindo com o novo brinquedo.
    Sucesso no progresso com o Raspi!

    Abração

    1. Mauro Xavier

      Obrigado pelo comentário!

  4. Marcelo Dutra

    Olá meu amigo Mauro,
    Quero registrar aqui nossos parabéns a voce Mauro, sempre muito fiel aos manuais, tutoriais e eletronica. A matéria está repleta ou melhor, recheada de “biginformation” e técnicas aprimorada, além dos testes realizados e pesquisa.
    Estamos aguardando chegar o nosso para começar a testar, ou melhor, brincar…
    Mauro, será de grande valia suas informações, testes e posts em portugues para nossa comunidade retrô e intrô. Mauro essa semana, tivemos a oportunidade de ver na “globonews” uma matéria com o criador e atual mantenedor do projeto, além de matérias no OlharDigital, mas nenhuma ganhou desta aqui, escrito por voce. Muito esclarecedor para aqueles que desejam entrar nessa nova aventura tecnológica. Parabéns e esperamos mais matérias. Abração. Marcelo-Galera de Campinas-SP.

    1. Mauro Xavier

      Puxa, agradeço mesmo por sua mensagem, é muito gratificante saber que o que escrevo é realmente lido e apreciado.

      Há tempos atrás até conversei com um pessoal sobre o tamanho de meus textos, que sei que muitas vezes são extensos, mas deixei de me preocupar com isso e vou escrever da forma que a informação surgir na pesquisa e em minha cabeça, independente do tamanho do texto. Cheguei a conclusão de que se o texto pode fazer alguma diferença ou é relevante para algumas pessoas, ele pode ser longo desde que seja informativo sem cansar o leitor.

      E como já afirmei a outros nobres colegas, pode esperar que irei escrever muito mais sobre o Raspberry Pi, e será logo!

      Abraços!

      1. Olicheski

        Camarada Mauro Xavier, Admito que logo que entrei no post até me asustei com tamanho conteúdo, mas acredito que esta indo no caminho certo, fez uma “entrada” sobre o Raspberry Pi e agora vai dividir os assuntos em tópicos…

        Enfim, no aguardo dos próximos posts.

      2. Liberalino Maia

        Parabéns pelo texto, muito bem escrito, abrangente e esclarecedor. Agora, com relação ao tamanho dele, talvez fosse o caso de dividi-lo em várias páginas, como fazem por exemplo, o Phoronix e o Clube do Hardware. Fica a seu critério.

        1. Mauro Xavier

          Boa ideia! Vou verificar este recurso para o WordPress, isso realmente pode ser interessante.

          Obrigado pelo comentário.

    2. Olicheski

      Caro Marcelo Dutra, estes grupos que você citou, tens o site ou blog comentando algo sobre??? Agradeço se postar os links.

  5. Olicheski

    Longa vida ao Raspberry Pi!!!

    Sem duvida vida longa a ele, que nos trás e trará, tantas alegrias. Cheguei a este post, para não falar no site em si, ao acaso por outro blog (www.popolony2k.com.b) e diga-se, estou surpreso. Desde que ouvi rumores do paspberry PI a algum tempo atrás, sempre tive vontade de comprar um mas, ainda estou esperando o pessoal mais “maluco” da informática ver quais são as possibilidades do mesmo até porque não entendo nada de Linux, para ai sim, comprar um.

    O meu objetivo, era além de fazer rodar computadores e derivados antigos, testar os programas de processamento distribuído, e ai entra BOINC e o famoso SETI@home, já vi em um site, onde mostra o Raspberry Pi (http://www.designspark.com/content/searching-aliens-raspberry-pi-and-sun) Rodando com energia solar, achei o máximo, e ai entra novamente aquele ditado “-A imaginação é o limite!” Que por ser um hardware que utiliza pouca energia, pode ser alimentado inclusive com pilhas.

    Mas enfim, tenha certeza que vou “pentelhar” aqui no site, esperando novos posts sobre o Raspberry Pi, e o que você e a comunidade desenvolveu com ele, pois queria muito ver uma comunidade surgindo aqui no Brasil em torno de programação, infelizmente, anda meio parado…

    Grande abraço e até a próxima.

    1. Mauro Xavier

      Mês que vem estarei dando um curso intermediário de 16 horas sobre o Raspberry Pi, será na FATEC de Ourinhos e deverá abordar deste instalação até a programação da GPIO.

      De repente na experiência da aplicação deste curso e feedback dos alunos acabo fazendo alguns materiais e apostilas para hospedar aqui no site.

  6. Leonardo

    Parabéns excelente post!

    1. Mauro Xavier

      Obrigado!

  7. Cantinho do TK90X

    Parabéns, Mauro, vi referência a esta postagem no BR-Linux.org. Artigo muito bom, eu já achava o Raspberry Pi bastante interessante, mas agora gostei mais ainda. Uma pena é que fica caro aqui no Brasil, no momento não tenho como dispender tanto dinheiro em hobby. Mas quem sabe, no futuro…

    1. Mauro Xavier

      Olha, me apertei para pagar os R$ 180,00 (contando o frete) na Farnell Newark nacional, mas coisas como garantia e nota fiscal às vezes podem ser importantes.

      Mais pra frente quando a grana desafogar, tentarei pegar um de 512 Mb pela metade deste valor, mas aí não vou me preocupar com prazos e garantia, obviamente.

      E não acho caro, é bem mais barato do que qualquer micro antigo que gostamos tanto, não é mesmo?

      1. Cantinho do TK90X

        Sim, não é caro comparativamente. Mas é que eu já tenho os computadores clássicos que desejava (exceto A500, mas não sei se faço tanta questão no momento).

        O GPIO é algo que queria colocar as mãos sim. Mas tudo a seu tempo. Por enquanto ficarei acompanhando seu blog para me informar melhor.

        Valeu!

        1. Mauro Xavier

          Nem me fale nos micros antigos que me dá depressão, tive quase todos os que eu queria, e agora estou sem nenhum…

          Pois é, agora o jeito é ficar no Raspberry e tentar extrair o máximo dos emuladores, e quem sabe um dia volto a ter meus micros antigos de volta, mas só quando a grana estiver estável pra não ter que passar o aperto no coração de vender tudo de novo… snif, snif.

  8. Samuel Junior

    Excelente matéria, Mauro. Provavelmente não seja sua praia, mas você poderia fazer uma matéria voltada no uso do Raspberry (e do Arduíno) para carros, em que grau de desenvolvimento já encontram os projetos neste sentido, seja para computador de bordo, seja para controle eletrônico do motor entre outros.

    Será muito interessante estes projetos se desenvolverem já que há projetos de carros opensource por aí… e seria interessante usar estes sistemas em projetos de carros “fechados” como os usuais.

    Abraços

    1. Mauro Xavier

      Olá, Samuel.

      Realmente não é minha praia, mas se eu encontrar algum projeto maduro referente a carros que envolvam o Raspberry ou Arduíno posso traduzir e complementar o post. Se por acaso você tiver algum projeto seu neste sentido, basta entrar em contato em meu e-mail.

      Abraços.

  9. Fabiano Furtado

    Prezado Mauro,

    Primeiramente, parabéns pelo artigo! Ficou muito bom!

    Eu tenho uma dúvida sobre os dissipadores de calor. Tenho um RP (que demorou 3 meses pra chegar… mas isso é uma outra estória…) e pretendo colocar estes dissipadores nele.

    Vc sabe me dizer qual é o procedimento para fazer isso?

    Eu já tenho a pasta térmica, mas como fazer a fixação no chip? Posso utilizar uma cola tipo “Superbonder” diretamente em cima do chip?

    Obrigado!

    1. Mauro Xavier

      Bom, se eu disser que já não usei Super Bonder com pasta térmica para prender dissipador vou estar mentindo…

      Pra falar a verdade nunca tive problemas usando pasta + Super Bonder, mas só fiz isso em processadores GRANDES da época do 486 e Pentium 100, já no caso dos CIs pequenos e frágeis do Raspberry, NÃO RECOMENDO. Acho melhor você comprar adesivo térmico, sempre tem no Mercado Livre. O preço nem sempre é uma alegria, mas acho bem mais seguro.

      Fiz o pedido recentemente de dissipadores na China, específicos para o Raspi e já com adesivo térmico, paguei US$ 3.20 pelo eBay com frete grátis, mas deve demorar um bom tempo pra chegar. Andei brincando com o modo Turbo sem dissipador, mas usando um ventilador apontado para a placa a fim de evitar travamentos (gambiarra rocks!).

      Enfim, no que precisar é só dar um toque.

      E obrigado pelo comentário!

      1. Fabiano Furtado

        Por um acaso vc não comprou 2 kits desses e tá afim de vender um não? Hehehehe…

        Você pode me dizer onde exatamente comprou e o que comprou? Vou tentar comprar tb.

        Obrigado!

        1. Mauro Xavier

          Puxa, se tivesse comprado a mais te venderia pelo mesmo valor que comprei… Em todo caso, seguem os links do que comprei, se o anúncio expirar ou constar como vendido, mesmo assim ficará fácil de achar mais procurando pelo vendedor.

          Clique e veja o produto:

          High Quality Clear Raspberry PI box Case Model A & B

          Lot of 3 Pcs Aluminium Heatsink Kir For Raspberry Pi

  10. Gustavo

    Parabéns pelo post, Mauro!
    Sou desenvolvedor e tenho dois RPis, seu post foi muito esclarecedor sobre alguns detalhes que ainda não tinha conhecimento. Lendo os comentários fique interessado em duas coisas:
    A primeira é o curso sobre o RPi que você vai ministrar. Aonde será? Quanto? Quando?
    a segunda é sobre o adesivo térmico para os dissipadores, voce tem o link para passar?

    muito obrigado!

    1. Mauro Xavier

      Olá, Gustavo.

      Fico muito feliz em saber que de alguma forma este post complementou seus conhecimentos.

      Quanto ao adesivo térmico, clique aqui e cairá em uma pesquisa do Mercado Livre. Se você morar em uma cidade de grande porte, creio que deverá encontrar facilmente estes adesivos térmicos, e provavelmente sairá mais barato por causa do frete.

      Refere ao curso, ele será ministrado através de um núcleo da FATEC de Ourinhos chamado “NAPTI – Núcleo de Aperfeiçoamento Profissional em Tecnologias da Informação“, mas não tenho certeza se ele é aberto a público, vou me informar melhor a respeito.

      O curso deverá ter uma carga de 16 horas, com início em 10 de novembro e término no dia 1 de dezembro, sendo ministrado em 4 dias (aos sábados). O valor deverá oscilar entre R$ 75,00 por aluno, com direito a avaliação e certificado no final do curso.

      Ressalto o fato de que estou te passando informações pré-estabelecidas, mas quando o documento final for aprovado, irei publicar aqui no site.

      Se o curso não for aberto a público, deverei hospedar os materiais, e em uma segunda oportunidade, talvez eu faça vídeo aulas. Não faço desde o início pois este curso será o ponto base para eu ter noção de como será a aplicação da metodologia de ensino e como será a receptividade dos alunos.

      1. Gustavo

        Mauro, infelizmente não será possível participar do curso por questões de transporte, moro em Belo Horizonte e ficaria muito pesado ir para Ourinhos quatro fins de semana seguidos. De qualquer forma, muito bacana a iniciativa e se você puder postar o material posteriormente para nós, os entusiastas, seria ótimo!

        Boa sorte!

        1. Mauro Xavier

          Se a receptividade for boa haverá uma turma ao qual o curso será ministrado em 4 dias consecutivos, ideal para o pessoal de outras cidades. Mas em todo caso, irei disponibilizar o material do curso sim.

  11. Sandro

    Caro Mauro

    Voce também ira fazer uma matéria com o XBMC e Raspbmc, o potencial dele nesse aspecto seria bem interessante eu so não entendi o significado dessa licença do MPEG, ela é só via hardware ou software ? questão posso acessar se consigar implementar o acesso a esse hardware pra decodificar o stream mpeg ? poderie utilizar plenamente o pontencial dele como HOME THEATER ?

    1. Mauro Xavier

      Sim, em breve farei um post completo voltado somente para a modalidade de “multimedia center” referente ao Raspberry.

      No caso da licença para MPEG2 (usada principalmente em DVD) e VC-1 (usada muito em BluRay), se você comprar qualquer uma delas (ou ambas) será gerada uma chave conforme o número serial de seu Raspberry, portanto, é intransferível. Esta compra é recomendada somente para os usuários que farão questão de rodar estes formatos, mas há muitos outros padrões que ele pode rodar via hardware, e que para o meu caso, não faz falta alguma.

      Vale lembrar que a codificação via software é fraca devido as restrições de performance do CPU, pode esperar por uma performance irregular na reprodução de qualquer vídeo acima de 640×480 se for usar somente software. A recomendação é reproduzir videos que forem compatíveis para serem processados via hardware.

      O Raspberry pode ser usado como uma boa central de multimídia, mas no caso de áudio 5.1 alguns usuários estão optando por placas de som USB externas que tenham suporte via hardware, pois você poderá ter uma performance irregular se for rodar um vídeo com mais de 2 canais de áudio simultaneamente, já que isso recairá nas costas do CPU.

      Tudo é também uma questão de otimização do software, e acho que o Raspberry neste sentido poderá surpreender muito ainda, considero que a nível de otimização estamos engatinhando, pois os softwares estão muito “genéricos” sem usar todo o potencial do SoC (se bem que boa parte disso é culpa da Broadcom).

  12. Alexandre Jeronimo Correa

    Tenho uma Raspi e achei muito bom, principalmente para montar uma central multi-media com suporte a full-hd, DLNA, etc !!! roda videos full-hd sem ‘engasgos’…

    hoje, estou utilizando em testes como micro-PABX, rodando linux (raspian) + asterisk !! fica muito bom …

    1. Mauro Xavier

      Existem algumas exceções em certos formatos de vídeo, mas só se abusar de recursos que acabem por utilizar o CPU.

      De resto, concordo em gênero, número e grau, tanto que em breve farei um post bem completo sobre a utilização dele como central multimídia.

  13. Gabriel Vieira

    Ola amigo, eu vi que o ideal é uma fonta de 1.500mA, eu tenho uma de 2.000mA, tem algum perigo? mesmo porque eu tenho no meu pc uma fonte corsair de 750 que usaba numa ati hd 5850 mas ela queimou e estou no video on-board e nada mudou no pc, tem alguma coisa haver?

    1. Mauro Xavier

      Vi algumas pessoas usando fontes de até 2.500mA sem problema algum.

      Você pode usar uma fonte de grande potência em um sistema simples, não há problema nisso, o que você não pode fazer é usar uma fonte de baixa potência em um sistema que exija mais capacidade.

  14. Fafu

    Muito bom mesmo o meu chegou ontem e ajudou muito mesmo, ainda tenho muitas duvidas mais como disse questão de pesquisar e testar
    Meus parabens

  15. Emanuel Pina

    Olá Mauro,
    Muito obrigado por este excelente “post”….Quanto á sua preocupação de ser extenso, devo dizer que não concordo consigo.
    Pois por mim ele poderia ser dez vezes mais extenso que eu o teria lido e relido com o mesmo entusiasmo….
    Vou continuar a aguardar com uma elevada expectativa os próximos “post’s”…Principalmente os relacionado com video e “media center”….
    Aqui está um enorme contributo á EDUCAÇÃO, CULTURA, INFORMAÇÃO , Lingua Portuguesa e essencialmente DEMOCRACIA….
    Mais uma vez muitos parabéns e um grande abraço.

    Emanuel Pina

  16. Leonardo Scorza de Souza

    Parabéns pela matéria .

    Imagino o esforço necessário para escrever uma boa matéria assim , estou aguardando minha rapsberry que pretendo utilizar para alguns projetos de automação residencial .

  17. luis augusto

    ja tenho o meu raspberry modelo B 512m

    Gostaria de uma versão de um sistema operacional para rodar simples navegadores teria um mais indicado?
    Pois vou fazer conecção com mídias digitais?
    Talvez em alguns lugares com um modem 3g desses da vivo ! quando não tiver conecção com RJ45.

    1. Mauro Xavier

      Se você está utilizando o Raspberry Pi com o modelo de 512Mb de RAM, creio que seria indicado então deixá-lo com 128Mb de GPU, e usar mesmo o Raspbian entrando no servidor X automaticamente.

      O Raspbian não é a distribuição mais enxuta, mas com certeza poderá lhe prover uma boa flexibilidade para instalar alguns navegadores (além dos que já vem por padrão) para testar a performance e ver se encaixa dentro daquilo que deseja.

  18. Wesley Camargo

    Ola Grande Mauro, me tira uma duvida, com um raspberry eu consigo emular um trs80 MOD.3(tipo um cp500) de forma identica, dando boot pelo SD e exibindo numa tv ou monitor. mas o que eu quero saber é a forma da emulacao, se ele funciona como se fosse o micro real, ou apenas abre uma plataforma grafica que seleciona o emulador. igual aos emuladores horriveis de pc, pq meu interesse seria montar um trs80 e por em um gabinete e a hora que eu ligar ja carregar igual ao um trs80 , nada de menus f1 f2, coisas de emuladores de pc… apenas usando o DOS do sistema colocado no SD, ou seja emulado como se fosse uma placa de trs80 com uma eprom de trs80… nao sei se expliquei ou compliquei …tem como emular desta forma o trs80. se positivo seria bem interessante se vc fizesse um artigo , pq dai eu quero comprar um bichinho deste…abraço

    1. Mauro Xavier

      Estou pensando em algo semelhante para outro micro. Não testei emulador do TRS-80, mas se tiver um que emule com alta fidelidade e mantenha a performance no Raspberry, você terá que esperar algumas linhas de boot correrem até carregar a estrutura do Linux, mas o emulador dá pra fazer entrar direto e ter uma semelhança incrível com o micro original usando a saída RCA.

      No caso do C64 e ZX Spectrum, consegui efetuar o boot direto em 8 segundos já entrando no emulador em tela cheia. Para ter um boot menor, só mesmo usando um archlinux ou kernel recompilado, mas aí o bicho pega.

      Vou testar algum emulador para o TRS e te aviso.

      Abraços.

  19. Rogerio Silverio

    Pois é Mauro parabens nao sabia da existencia deste equipamento, tenho um xbox 1 que uso como multiemulador rodando no XMBC, e fiquei muito feliz de saber que este roda tambem o xbmc. Pois é parabens e agora ja tenho um substituto para meu xbox 1 quando ele nao mais funcionar.

    1. Mauro Xavier

      Te digo que fica bem legal o Raspberry Pi com o XBMC, e estão melhorando cada vez mais. Vale a pena.

  20. José Adair

    Estou me aventurando no Raspi (esperando chegar dos states) e pesquisando na net achei este site. Adorei seu site e espero contribuir de alguma maneira.

  21. leandro

    e ae!
    quero saber o que são os TP1 e TP2. Abri um modem usb wifi e tem a mesma coisa nele. Queria saber se é a antena. se nao for, onde fica a antena internat de um modem wifi usb. Tem como ligar uma externa nele?
    Por favor se poder me responder por email: leandromattossilva@hotmail.com

    Obrigado

    1. Mauro Xavier

      TP significa “Test Point” (ponto de teste). No Raspberry Pi é para você colocar um multímetro entre o TP1 e TP2 para ver se a voltagem e corrente estão de acordo com as especificações.

      Não tenho certeza de que em seu modem USB wifi seja para a mesma finalidade estes pontos, mas provavelmente são.

      Se quiser mais detalhes sobre estes pontos de teste, veja este link (em inglês):
      http://elinux.org/R-Pi_Troubleshooting#Troubleshooting_power_problems

  22. Thallys

    E ae
    Tenho uma duvida, será que existe alguma maneira de ligar 4 TVs, com a tela divida entre si no Rasp?

    1. Mauro Xavier

      Infelizmente, não.

      Não dá nem pra usar o HDMI e vídeo composto ao mesmo tempo, só uma das duas saídas.

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