GamePub Casa dos Nerds: A história

Observação inicial: Acho melhor ir dizendo logo… Este post é GRANDE e com MUITAS imagens, se você tem uma conexão de baixa velocidade, tenha um pouco de paciência. Depois não diga que não avisei 😉

A Casa dos Nerds foi um sonho grande demais para uma pessoa como eu, e grande demais para o porte da minha cidade… Vou respirar fundo e tentar organizar as ideias.

Criei e reservei o domínio na internet quase 2 anos antes da criação do próprio lugar, pois a ideia borbulhava na minha cabeça, mas a falta de capital tornava inviável até no pensamento.

Enfim quando a loucura na minha cabeça atingiu níveis inimagináveis, pensei comigo mesmo: “Agora farei esse lugar nem que seja a última coisa que eu faça”, e eu nem imaginava que quase foi a última coisa que fiz.

Fiquei quase 2 meses usando o pobre do meu primo como moto táxi para achar um lugar que fosse considerado viável. Ou o aluguel era absurdamente CARO, ou quando mencionávamos “jogos e barzinho” o proprietário recusava o contrato. Encontramos o lugar por acaso, quando passávamos de moto e um homem estava colocando a placa de “aluga-se”, era uma casa grande e relativamente velha, mas parecia que era o lugar perfeito.

Com o ponto escolhido, reuni minha família e disse que precisávamos de um conceito para explicar o que era o lugar, então criamos a palavra “GamePub”, onde seria um barzinho com jogos retrô e lúdicos. A palavra do conceito futuramente provou ser um grande engano, pois as pessoas sequer sabiam o que era “Pub”, então na fachada adicionamos as palavras “Jogos, Café e Bar”, que também pouco adiantou (pouco tempo depois nem café vendíamos mais).

A coisa foi tomando uma proporção cada vez maior, onde até eu e meu primo fomos chamados para uma entrevista em uma TV a cabo da cidade vizinha.

Posso dizer que tudo foi uma batalha desde o início, prova disso é que a reforma me consumiu suor e sangue, literalmente, e ainda me vi obrigado a “escravizar” amigos e familiares para me ajudar.

O lugar era bom, mas estava bem crú para atingir aquilo que minha cabeça estava imaginando:

Pintamos, serramos, cortamos, colamos e seja lá mais o que fosse. Todos viraram carpinteiros, pedreiros, pintores, engenheiros, programadores etc. Vejam a imagem abaixo, sou eu, minha mãe e meu grande amigo Britto, todos se esforçando ao máximo, mas sem a mínima habilidade profissional:

Iniciamos o lugar sem letreiro, apenas com uma faixa (a da esquerda), mas confiram o resultado depois de algum tempo, já com o letreiro.

Hoje voltando atrás não acredito no tamanho da minha inocência. O ponto não era legal, a árvore tampava qualquer tentativa de divulgação, seja letreiro, faixa, luzes e o que viesse. E principalmente, a frente não era convidativa, levando a pessoa a subir por uma rampa até chegar ao local, que tinha entrada lateral e não de frente para a rua. ONDE É QUE EU ESTAVA COM A CABEÇA?

Por dentro o lugar tinha ficado quase impecável, resultado de esforços financeiros muito acima de minhas posses, além do apoio indispensável de amigos e familiares, que muitas vezes ou trabalhavam sem ver a cor do dinheiro, ou ganhavam quantias irrisórias pois o retorno mal dava para pagar as contas.

Desejei que o ambiente fosse claro e aconchegante, além de colorido. As cadeiras eram de madeira maciça e muito pesadas, tiveram que ser lixadas manualmente pois comprei tudo sem acabamento, pobre do meu bom amigo Britto… Depois foram passadas várias camadas de verniz.

Deixamos a decoração bem caseira para transmitir uma sensação de conforto aos clientes, e pelo jeito isso foi uma medida bem acertada. Note na foto acima a TV antiga, tem um MSX Expert ligado nela, e funcionando!

Não gosto nem de lembrar o quanto o corpo de bombeiros pegou no meu pé para dar o alvará. Para ajudar,e olha que tudo não estava fácil, ainda tive que mandar um engenheiro fazer a planta e projeto completo do lugar. A brincadeira no final ficou uma “facada”.

E ainda fiz questão de fazer rampas de acesso para cadeirantes e idosos, além de um banheiro especial. Sabe quantas pessoas usaram isso no decorrer de mais de 15 meses? APENAS DUAS! Boa vontade também custa caro…

No começo usamos mesas de plástico na parte externa, mas depois passamos a usar as mesas de madeira. As mudanças no lugar com o decorrer do tempo eram imensas, tudo para tentar agradar e chamar mais clientes.

Usei alguns jogos e videogames que tinha e que comprei no início, não davam pra encher um armário de metal, mas no final mal cabiam os jogos nele.

Com as doações constantes o acervo foi aumentando consideravelmente.

Fizemos artesanalmente o balcão com madeira, massa corrida e pedra de granito. A massa corrida foi passada com as mãos para dar um toque texturizado:

No começo servíamos café, mas o calor da cidade tornou a opção inviável. Tentamos vender de tudo, onde o forte nas vendas se demonstrou na presença dos lanches quentes, feitos pelos meus pais, mas sinceramente acho que as fotos do que minha irmã fazia na cozinha no começo da CdN já são suficientes para dar água na boca:

Algumas vezes éramos agraciados com a visita das pessoas que considero as mais ilustres que a CdN já recebeu:

Para quem não conhece, na foto acima estão o Ricardo Bittencourt, desenvolvedor do conhecido BrMSX e atualmente engenheiro do Google, e Ila Fox, uma talentosa e conhecida ilustradora. Tá bom, confesso, a Ila é minha prima e este foi o motivo dela vir conhecer a CdN junto com seu marido 😉

A decoração interna era mais moderna, mas não abria mão de adesivos retrôs e outras peculiaridades. As figuras foram feitas pelo meu primo Adriano Santos utilizando o Corel Draw e enviados para uma gráfica cortar em forma de adesivos, o resultado era impressionante:

Note também acima o detalhe do Dreamcast rodando Crazy Taxi.

Abaixo veja a sala de entrada, que foi a mais alterada no decorrer do histórico da empresa:

Que tal agora com uma galera se divertindo?

Havia mais de 50 tipos de jogos lúdicos presentes na sala principal, era só pegar e jogar:

A sala retrô era a minha preferida, mas sempre tive que fazer algumas manutenções, principalmente quando recebia doações. Na imagem abaixo estou finalizando alguns detalhes em um Odyssey:

Apesar da minha preferência, a sala retrô nem sempre era a que o público gostava mais, porém quando a casa lotava e finalmente apareciam os “retrogamers”, todas as cadeiras eram preenchidas e o ar condicionado fritava minha conta de energia.

Você quer ver a sala somente com os consoles? Sem problemas…

E você acha que os mais antigos não faziam sucesso? Pense melhor:

E para quem gosta, vai uma Heineken com Top Gear 2?

Uma das fotos mais icônicas da CdN é o pessoal jogando Golden Eye no Nintendo 64:

A sala mais pedida era a do Wii, com um telão de 120 polegadas:

A moçada curtia muito jogar Xbox 360 na TV de 50″ com quatro jogadores:

Observe o detalhe na caixa do home theater presa com elásticos. Foi a única solução que encontrei pois os clientes derrubavam ela com frequência e cola já não adiantava mais.

Alterei meu software de controle para Lan Houses e ele se tornou o caixa e controlador de pedidos, ao qual usavam comandas eletrônicas com numeração:

Olhando todas estas fotos, não pense de forma alguma que eram tudo flores, pelo contrário, era muito complicado tocar a empresa sem capital algum. Praticamente comecei a empreitada já com zero no caixa.

Como disse em meu primeiro post do site, a mistura de minha inocência, inexperiência, extrema esperança e investimento astronômico para uma pessoa comum como eu, culminou na falência eminente da empresa.

Comecei a perceber que a coisa dificilmente daria certo quando o movimento oscilava de forma radical, onde já tínhamos ficado 4 dias seguidos SEM NENHUM CLIENTE. Por outro lado já tivemos momentos onde ficamos 3 dias vivendo um profundo INFERNO NA TERRA com gente saindo pelas culatras. E olha que nestes dias gente ajudando não faltava:

Na ordem a partir de cima: Hélio, minha tia Lia, meu pai Maurão, Mirelle, minha irmã Kamila, meu primo Adriano Santos, Lucas Britto, Eu e o Thiago Mazzante (Mazza).

No decorrer da vida da empresa notava-se em muitos momentos que ou o número de funcionários era pequeno e não conseguíamos dar conta dos clientes, ou sobrava gente sem fazer nada, porque NÃO TINHA O QUE FAZER. Se somar isso a falta de capital e retorno baixo, era óbvio que os funcionários começaram a sair um a um. Ou saíam porque procuravam algo melhor, ou saíam porque eu não tinha mais como pagar. Isso sem contar nos amigos e familiares, que trabalharam gratuitamente sei lá por quanto tempo, tudo em nome da família e do apoio, mas o lugar estava fadado a fechar e no fundo todos sabíamos disso.

O principal ponto que me motivou a desistir do lugar foi quando percebi que para ter sucesso eu deveria forçar o ambiente a se tornar mais um barzinho. Meu pai fez uma reestruturação brilhante do lugar, colocando lustres acima das mesas, deixou o ambiente mais escuro (quase romântico), passou tudo para um tom marrom, adicionou uma sala com karaokê e muitas outras mudanças, mas ainda não foi o suficiente para manter um movimento constante.

Era tudo muito óbvio desde o início e minha esperança sem limites não me permitiu ver isso. Uma cidade de 45.000 habitantes não teria como dar suporte a uma casa como esta, fato mais do que comprovado pois os melhores clientes moravam em outras cidades e apareciam esporadicamente. A situação foi ficando cada vez pior. Tentei investir em propaganda, beleza e tecnologia mas não havia mais como salvar e empresa.

Vale lembrar uma propaganda que rolava no cinema da cidade, que editei através da filmagem de momentos de uma festa que aconteceu na CdN:

O lugar terminou acumulando um investimento astronômico, pois o pouco que entrava eu ainda me endividava mais fazendo investimento em equipamentos novos e melhorias, sempre na esperança insólida e constante de que os clientes iriam aumentar. Só para terem noção, vejam a disposição e itens da casa quando a fechei:

– 1 sala com projetor de alta definição, home theater, Xbox 360 + Kinect

– 1 sala com projetor de definição padrão, Wii e home theater

– TV 50″ de Plasma com outro Xbox 360 e 4 controles

– TV 40″ LCD com Playstation 3 e 2 controles

– Sala retrô com vários videogames antigos e computadores, entre eles 3DO, Master System, Atari 2600, Odyssey, Mega Drive, Sega CD, Game Cube, Nintendo 64, Dreamcast, Nintendo, Super Nintendo, Amiga 600, MSX e dois PCs 486 ligados em rede

– TVs CRT: Uma de 14″, uma mitsubishi de 20″ de madeira, seis de 21″ tela plana, duas de 29″ (tinha uma Sony Wega Trinitron!) e finalmente a preferida de 33″ Philips, um prato cheio pra quem gosta de tubão

– Mais de 800 jogos entre CDs, cartuchos, DVDs etc

– Mais de 50 jogos lúdicos

– Barzinho com inúmeras bebidas, fritadeira, chapa, armários etc

– Sala de karaoke com mais de 10.000 músicas, amplificador, caixas de som, PC, microfones etc

Isso sem contar em mesas, reforma, banheiros, decoração e tudo mais.

O resultado final de todo este sonho?  UM PROFUNDO PESADELO!

Fiquei por dois meses tentando vender a preço de banana, mas tive que fechar antes de conseguir um comprador pois as despesas estavam altas demais. Perdi minha única casa própria ao qual tive que vendê-la para quitar as contas, perdi toda as minhas economias de 4 anos, tive que vender todos os meus videogames e itens da casa a valores irrisórios e mesmo assim ainda me mantive com uma dívida de quase 10 mil reais, que ainda estou pagando.

O que posso dizer? Minha vida resetou completamente, redefini minha postura perante as coisas e muito do que eu dava valor antes, passou a não ter mais valor. Passei a cuidar mais da minha saúde, emagreci e repensei sobre como deveria cuidar da minha família.

Não gosto muito de pensar na CdN, então fiz este post hoje para “exorcisar” isso, pois quero passar por esta vida me arrependendo pelo que fiz, e não pelo que não fiz.

Quer saber do mais surpreendente? Não contei sequer 10% de tudo, não mencionei casos interessantes, não mencionei muitas pessoas e várias outras situações, pois daria para escrever um livro com um total de mais de 2000 fotos.  São momentos que guardarei em minha mente para sempre. Foi um ensino caríssimo que nenhuma faculdade no mundo poderia me dar.

Hoje me considero um homem feliz, vejo meus filhos crescerem e dou mais atenção a minha esposa. E posso lhes dizer, mesmo que isso pareça religioso, a lição que tirei de tudo isso é:

“Precisei perder tudo o que parecia ter valor, para descobrir o valor daquilo que realmente importa”.

33 comentários

1 menção

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  1. Cara! Muito bom ouvir essa historia e ver as fotos! Voce criou um local dos sonhos! So que no lugar errado! Isso num bairro de SP ia bombar ou explodir. hahahahah Abraços

    1. Olha, digo que faria uma casa destas até melhor se fosse para um investidor me pagar apenas o know how e projeto. Agora se me pedissem pra gerenciar uma novamente, pensaria duas vezes. Dá um belo trabalho e não é fácil, e imagino bombando de gente todo dia, haja funcionários e paciência.

  2. Incrivel a história do lugar, pena que não deu certo.
    Acho que a idéia do livro é ótima e se vc conseguisse lançar faria sucesso tanto entre retrogamers como em estudos de casos sobre pequenos negócios.
    Você também poderia tentar dar palestras sobre os 2 assuntos, contando seus casos e causos.
    Pense sobre isso, pode ser a saída para um bom retorno financeiro, já vi gente fazendo isso com muito menos experiência.
    Boa sorte e não se arrependa, foi algo de bom que você tentou fazer.

    1. Eu nunca havia pensado em realmente escrever um livro… Se eu juntasse a experiência da Lan House Criativa, que foi a primeira lan house totalmente movida a Linux da América Latina (ao qual eu a vendi), e a CdN, daria um livro provavelmente interessante… Só não sei se venderia

      Se eu pegasse somente a CdN, o livro já seria imenso, são muitas coisas a contar.

      Palestras são algo de retorno mais imediato, e realmente NUNCA HAVIA PENSADO NISSO. Estou tão acostumado no esquema “casos de sucesso”, agora será que vira “casos de fracasso”, hehe….

      Obrigado pela ideia, mais adiante organizarei tudo e verei o que posso fazer a respeito.

      1. Por que não fazer um e-book sobre o assunto, registrar os direitos autorais e vender na web?

        1. Nem preciso de tanto… Assim que eu organizar minha vida, pretendo escrever sobre este assunto em capítulos e publicar aqui mesmo no site, gratuitamente 😉

  3. Fico muito triste por ler teu breve resumo. Dizem que todo grande empreendedor quebra no minimo 3x, mas de que importa se não soubermos colher os resultados obtidos pelas experiencias vividas.

    Apesar das perdas financeiras, percebesse que meu grande Amigo e Exemplo, descobriu coisas que realmente importam em nossa Vida e isto não tem preço.

    Continue Lutando e Trabalhando, você vai ver que tudo o que você precisa, não foi perdido.

    Um grande Abraço e Avante.

    Léo Capura
    Piedade-SP

  4. Eu realmente sinto muito pelo que aconteçeu com a CdN, já imaginava que seria trabalhoso manter um empreendimento assim, e me espelhava em ampliar a minha locadora/playgame em um negócio como o seu, cheguei até a fazer uma pesquisa de mercado e as vezes não queria enxergar a realidade que na minha região, (interior do Ceará com 300 mil habitantes) seria muita sorte se desse certo e queria saber, com sua experiencia, que conselhos você daria com relação a investir neste negócio. Eu espero com toda sinceridade que você tenha muito sucesso, saúde e paz e bola pra frente.

    Atenciosamente
    Hiro Sobreira
    Juazeiro do norte – Ceará

    1. Para não cometer os mesmos erros que eu avalie os seguinte na sua região:

      – Faça um portfolio com a ideia, leve ao SEBRAE e pergunte o que eles acham, se disserem que não dará certo, ESQUEÇA;

      – Faça uma pesquisa da comunidade retrô de sua cidade, se a pesquisa apontar um índice de aceitação de menos de 30% para os 300.000 habitantes, não coloque nenhum videogame ou computador antigo;

      – Verifique a quantidade de estabelecimentos que já possuem videogames. Vá lá pessoalmente ou peça para alguém de confiança (e inteligente ir), veja como está este comercio e tente avaliar a satisfação do comerciante, isso é ESSENCIAL;

      – Verifique como a legislação local irá tratar o estabelecimento, principalmente com relação às bebidas alcoólicas e presença de menores. Aqui na minha cidade ou eu colocava bebidas, ou colocava menores, o que é um absurdo porque não iria vender bebidas para menores porque é CRIME;

      Pense em tudo isso, se tiver mais dúvidas basta me avisar.

      Um grande abraço e boa sorte!

  5. Pois é “Gordinho”, saudades acho que temos dos momentos de descontração e diversão, mas como nem sempre o perfume das flores é melhor do que o cheiro do dinheiro, é notável que não haveriam maneiras de se manter um estabelecimento somente por “emoções” e saudosismo. Bom ver que você foi grande o suficiente para ultrapassar esta barreira, e conseguir seguir adiante. Para você, meu amigo, todo o sucesso possível e inimaginável que você ou qualquer pessoa possam já ter tido.

    Perseverança e Fé!
    Um abraço.

    1. Kaos…

      A CdN como loja física ainda é uma ferida meio aberta, então me apeguei nos micros antigos e neste site para extravasar esta veia retrô e saudosista que faz parte de mim.

      Obrigado pela mensagem amiga.

      Abraços!

  6. Yo!!

    Estou visitando seu site depois do seu comentário sobre minha ex-coleção de vgs e computadores…
    Passei aqui despretensiosamente e fui surpreendido positivamente e acabei ficando e vendo site todinho!!! Visitei até outros sites como do vito trucco e o blog ao amiga br (onda ainda sou associado no yahoo, mas não apareço mais)…
    Assim como vc mas um pouco diferente, já sonhei em ter uma loja física só com micros e vgs antigos, mas não tiva a sua coragem.
    Já estive estive em santa cruz do rio pardo há muitos anos atrás em um casamento de alguém de minha família em uma chácara e ficamos num hotelzinho da cidade que nunca me esqueço que as paredes do quarto era metade azul e metade branca, tinha um guarda-roupas antigão e tinha uma pia dentro!!!
    Cara, de verdade queria muito ter conhecida a CdN!!! Que lugar legal para levar meu filho de 7 anos e minha esposa (ambos adoram jogos antigos).
    Realmente foi uma pena não ter dado certo, se eu fosse seu amigo na época e morasse lá, com certeza faria parte da equipe que ajudou na reforma do local deste sonho sem pedir nada em troca… gosto de ajudar os amigos… ainda mais num sonho desse.
    Fiquei triste em ver seu sonho ter ido por água abaixo, mas percebi que você tirou alguma lição disso como cuidar mais de sua saúde e família..
    Bom é isso, ainda tenho meu primeiro amiga 500, um expert 1.0 e alguns videogames e sempre passarei por aqui para saber novidades… já está no meus favoritos!

    Um enorme abraço,

    Marcelo Nietto – N13770.U2

  7. Yo!!

    Voltei mais um pouco… desci para tomar café e contei a história para minha esposa… cara, esqueci do tempo lendo esse post que até esqueci de algo de nunca me esqueço: assistir o Vrumm e o Auto Esporte… há anos que isso não acontecia.
    Te digo uma coisa, se tivesse toda a historia descrita com fotos, ficaria o dia todo lendo. Não digo escrever um livro e publicar que dever ser dificultoso num pais onde poucos lêem, mas criar um blog ou um post contando toda essa história seria bacana por demais. Gostaria muito de ler, ver mais fotos e até videos se tiver.

    Abs,

    Marcelo Nietto – N13770.U2

    1. Pode deixar, vou providenciar mais fotos e farei uma continuação com mais detalhes.

      Fico feliz em saber que esta leitura lhe proporcionou este interesse.

      Obrigado por acessar o site.

      Abraços!

  8. Cara, não desista desse sonho não, tem uma casa muito semelhante a essa aqui em SP, no bairro do Bexiga, e vive muito cheia, especialmente aos sábados à noite, e olha que o atendimento de lá não é dos melhores e os preços são altos, mesmo para a região.

    Procurar um investidor que se interesse nessa ideia é algo muito factível, ao meu ver. Mas entendo suas preocupações quanto à gestão do negócio.

    Eu também adoraria ter conhecido a CdN…

    abraços e boa sorte!

  9. Mauro, vou te dizer que li o post todo, e a ideia é simplesmente genial. Mas tem todos aqueles entraves e problemas que você falou, e vou te dizer q apesar de morar no Rio de Janeiro (onde tem muuuuito + gente do q sua cidade – onde vc mora mesmo?), n tenho 10% da coragem (ou loucura) sua de encarar um empreendimento como esse. Há quem é empreendedor, e quem n é. Eu tenho certeza de q n sou.

    Pena q n deu certo, pq tinha chance de dar muito certo. Mas fico contente em saber q vc acabou de tirar o “pé da lama”, quitou todas as dívidas e está refazendo a vida – e a coleção.

    Meus votos de sucesso, e q daqui p/ frente, as coisas sejam melhores.

    []ão, Ricardo.

    1. Muito obrigado pelos comentários!

      Tenho que dizer que depois deste tombo, a nível de empreendedorismo estou um pouco receoso e me tornei um “gato escaldado”, mas minha veia retrocomputacional jamais acabará, e continuo fazendo minhas “loucuras” aqui e ali 😉

      Abraços.

  10. Olá!

    Imagino como foram as dificuldades para vc em administrar a CdN…
    Moro no interior do RJ e penso em fazer algo semelhante por aqui, mas acho que a população ainda não está preparada para esse tipo de novidade.
    Eu faria algo com máquinas de pinball, arcades antigos, RPGs, Star Trek, Star Wars… Vários segmentos “nerds” que atrairia o público desgarrado. Ainda não iniciei nada por falta de um ponto atrativo. Eu compraria o imóvel para minimizar perdas, caso ocorram. Mas isso é para mais uns dois anos.
    Espero que vc se recupere e consiga atingir o seu sonho de uma forma mais tranquila e segura!!!Parabéns pelo desafio e qualquer coisa é só entrar em contato!! Força é fé!!!

    1. Aqui se eu tivesse colocado máquinas de pinball ou fliperama, eu teria ganhado dinheiro… Mas o problema é que na minha cidade há um preconceito enorme com os fliperamas, pois mesmo que eu cobrasse um valor mais alto, o lugar poderia lotar de “manos”, o que espantaria outros tipos de clientes.

      Enfim, não foi por falta de tentativa, acho que abri a CdN definitivamente no lugar errado, e pior, da forma errada. Mas tudo bem, faz parte da vida, não me arrependo, aprendi bastante.

      Abraços!

  11. Cara, deu um aperto no peito ao ler sua postagem… eu também sou bem saudosista. Essas coisas todas nos remetem à nossa infância, época em que, ao meu ver, as coisas eram infinitamente melhores do que são hoje em dia. Mas não fica chateado com o insucesso não… você teve o que praticamente todos não têm: CORAGEM de se envolver e se arriscar em um projeto que é o seu sonho. Tudo bem, pode ter te faltado malícia, pé no chão e mais alguns detalhes… mas isso você adquire. Dinheiro você recupera. Agora CORAGEM, ou você nasce com ela, ou morre sem… Sucesso aí pra você!!

    1. Gostei muito de seu comentário, obrigado!

  12. Mauro, (Prof. Xavier) …
    Se assim posso te chamar, visto que aprendi um pouco lendo teu post.
    Achei sensacional tua ideia, nunca havia pensado em algo do gênero.

    Tenho 39 anos, conheço informática desde os 17 de idade. Comecei com MSX, porém pulei rapidamente para os XTs 4,77Mhz com discos RLLs… hum… que saudade =D…
    Encontrei teu post quando em casa (RJ), cansado de tudo, desesperançoso, decidi procurar no Google pelos XTs Jucos de 12Mhz (Juco, era como eu os chamava), uma das minhas paixões antigas. chegou sair lágrimas dos meus olhos ao ver fotos de uma placa mãe de XT… Mas, deixa pra lá…. =D
    Mano, nossa era terminou =/ … A correria da vida nos transformou em imediatistas, capitalistas e outras coisas mais… Claro, as paixões não acabam de uma hora pra outra. Por isso devemos levar como hobby.
    Acho que acompanhar a evolução da tecnologia é a única saída atualmente.

    Venho tentando empreender mas tenho encontrado obstáculos, e isso tem me entristecido. Mas, obrigado pois com tua lição aprendi que não devo parar.
    Vou continuar pensando que vou vencer. =D
    Abração e Sucesso.

    1. Eu não posso dizer que tenho o segredo do sucesso, mas tenho o segredo para não fracassar… Você deve mudar de ares quando preciso, mas desistir mesmo, JAMAIS.

      1. Valeu pela dica… =D
        Valeu a lição… =D

        Vou continuar de olho no blog pra ver novidades.

        Abração, Sucesso.

  13. Caro Mauro,

    Descobri o site por acaso, pois criei um blog em 2007 chamado a Casa dos Nerds.

    A sua ídéia foi excelente. O único problema foi o local escolhido.

    Tenho certeza se o negócio tivesse sido aberto na grande São Paulo ou no Rio de Janeiro, teria bombado!

    Nunca desanime.

    É para frente que se anda!

    Um forte e fraternal abraço!

    1. Olá!

      Quando registrei o domínio .com.br da Casa dos Nerds (creio que em 2009), cheguei a ver seu blog também. Criei o domínio pois a intenção era para reservar o nome para meu comércio, e hoje mantenho como blog pois você viu a infelicidade que o estabelecimento resultou… Mas creio que nossos focos são relativamente diferentes, né? (Apesar de eu gostar muito do que você escreve!).

      Se por ventura quiser trocar ícones entre nossos sites para aumentarmos nosso alcance de acessos, basta me mandar um e-mail, ok?

      Grande abraço e obrigado pelo comentário!

  14. Gostei muito do post, apesar de ser triste a noticia.

    Apontar erros e tudo mais, acho que não vem ao caso, afinal, todos eles você já sabe, local errado, momento errado, publico errado ou a falta de publico, visto muitos virem de outras cidades… Seriam muitos os pontos, mas que espero muito, que você faça um livro sobre o assunto, ainda mais tendo muitas fotos, como alguém disse em um comentário acima, que “somos um país onde se lê pouco” isso é bem verdade, no entanto, acredito que algo independente seja factível, tendo uma pequena tiragem, já li inúmeros livros assim, e diga-se cada um melhor que o outro, pena a falta de incentivo pelo governo.

    Tenho certeza que logo-logo você se recupera financeiramente, dinheiro é algo que vai e vem,mas a família e os amigos continuam, espero muito que continue com o site/blog e que agora com os cursos do Raspberry Pi, muita coisa se ajuste.

    Grande abraço, a espera do próximo post.

    1. Agradeço muito sua mensagem, e pode ter certeza de que um dia deverei fazer um livro sobre meus erros como empreendedor, e te garanto, não foram poucos.

      Grande abraço!

      1. Não apenas erros, mas também acertos e aprendizados, você esta vendo apenas o lado ruim das coisas, veja o lado bom, onde você uniu o que você gosta, com família e amigos, poucos tem a oportunidade de fazer isso.

        1. Até vejo o lado bom sim, mas hoje vivo uma situação financeira parecida com o que eu vivia há 7 anos atrás… Nada fácil.

          Já vi muitas histórias parecidas, e boa parte das pessoas que passaram por isso, depois de um certo (longo) tempo, deram a volta por cima… Espero que eu seja um destes também.

  15. Eita saudade!

    1. Se eu não tivesse quebrado tão bonito, acho que hoje este lugar poderia estar dando dinheiro de verdade… Prefiro nem pensar…

  16. Muito bom conhecer a história do primeiro Game Pub brasileiro. Pena eu não ter conhecido a CdN física. Porém, mais satisfação foi conhecê-lo Mauro no período em que estudamos juntos na Fatec. Uma das coisas que sinto saudades daquela época é a convivência que tínhamos, juntamente com o Gilberto e o Augusto. Se for da vontade de Deus, ainda nos encontraremos pessoalmente novamente. Muitas coisas mudaram em nossas vidas, mas sempre lembrarei dessa amizade feita nesse período. Tem coisas que acontecem, como você disse, para nos amadurecermos. E pessoas sempre passam para ensinar algo. Você me ensinou muito. E nem falo da parte teórica de TI, mas principalmente de vida. Serei sempre grato. Enfim, um grande abraço a você meu amigo, muito sucesso e que Deus sempre abençoe você e sua família.

  1. […] – o site Casa dos Nerds, criado e mantido por Mauro Xavier. O site é o que sobrou do “GamePub” criado por ele, que seria um misto de barzinho (daí “pub”) com jogos de […]

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